Despoluição completa do Tietê é adiada para 2019

Projeto iniciado em 1992 avança lentamente e Geraldo Alckmin promete que principal rio do estado terá água limpa em dois anos

por Wagner Silva qui, 07/12/2017 - 15:01

Um dos compromissos do governo estadual de São Paulo, a tentativa de despoluição do rio Tietê, completou 25 anos em 2017 e os níveis de contaminação da água continuam praticamente iguais, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Projeto Tietê começou a ser desenvolvido durante a gestão Antônio Fleury Filho, após uma campanha popular do Instituto SOS Mata Atlântica e da Rádio Eldorado coletarem 1,2 milhão de assinatura.

O projeto recebeu financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Em 1993, o governador prometeu que beberia água limpa do rio em 205, quando terminaria o processo de limpeza. A primeira etapa do projeto consistia na construção das estações de tratamento de água ao longo do trecho urbano do rio, uma vez que a Sabesp apurou que apenas 24% do esgoto doméstico despejado no Tietê era tratado.

Um dos problemas apontados pelo governo do estado é a falta de integração dos municípios do entorno. A estação de tratamento do Parque Novo Mundo foi construída para fazer o tratamento da água das zonas leste e norte, além de Guarulhos. Como a administração da cidade ficou 13 anos a cargo do PT, não houve entendimento sobre a integração.

De acordo com o SOS Mata Atlântica, a mancha de poluição chegou ao patamar de 71 km porém, a diminuição do investimento fez com que ela dobrasse em 2014, ocasião em que Geraldo Alckmin prometeu despoluir o rio até 2019.

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