Mãe de Beatriz:'Grupo dentro da polícia está atrapalhando'

Os pais estão pedindo para ter acesso a todo o desenrolar das investigações que está prestes a completar dois anos

por Jameson Ramos seg, 13/11/2017 - 14:30
Chico Peixoto/LeiaJáImagens Mãe de Beatriz citou até políticos Chico Peixoto/LeiaJáImagens

"Eu tenho a impressão de que existe um grupo de dentro da Polícia Civil de Pernambuco que está atrapalhando as investigações, inclusive políticos de Petrolina já foram para a mídia pedir que parassem as investigações. Porque o senhor Augusto Coelho foi na imprensa para que parassem as investigações?". A denúncia grave partiu da mãe de Beatriz, assassinada a facadas no dia 10 de dezembro de 2015 dentro de um colégio em Petrolina.

Os pais estão pedindo para ter acesso a todo o desenrolar das investigações que está prestes a completar dois anos. "Não vou sair de  Recife até que eu receba essa resposta formalmente. Estou fazendo greve de fome e vou permanecer aqui até onde o meu corpo aguentar", disse ainda Lúcia Mota, mãe da Beatriz.

O suspeito do crime ainda não foi identificado, já tendo sido ouvidos 110 pessoas pela polícia na tentativa de encontrá-lo. Na época, Beatriz tinha 7 anos e foi morta com 40 golpes de faca deferidos contra o seu corpo.

Os pais afirmaram que as imagens das câmeras de segurança do colégio, onde aconteceu o assassinato, foram apagadas por um funcionário da escola particular de Petrolina. "No início das investigações a polícia plantou essa ideia de que na escola não havia câmeras. Tudo mentira. A escola tinha mais de 40 câmeras. Essas imagens foram apagadas por um funcionário ou mais de dentro da escola e nós queremos a prisão já, desse funcionário", exclamou Lúcia.

Esse suspeito, segundo os pais de Beatriz, já foi identificado, no entanto, ainda não foi preso.

Os manifestantes que estavam unidos a família de Beatriz reclamaram de que o crime aconteceu em Petrolina, mas o caso está sendo tramitando em Recife. "O inquérito tem que ser presidido em Petrolina. Nós precisamos ver essa equipe trabalhando lá. A delegada tem que dar outros posicionamentos, não pode se prender apenas a um DNA", criticou a mãe da Beatriz.

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