EUA redefinem hipertensão arterial em 130/80, não 140/90

O novo padrão significa que quase metade (46%) da população dos Estados Unidos será considerada hipertensa

seg, 13/11/2017 - 20:36
PAUL J. RICHARDS A redefinição da hipertensão pela Associação Americana do Coração significa que 46% da população dos EUA tem a condição PAUL J. RICHARDS

A hipertensão arterial foi redefinida nesta segunda-feira (13) pela Associação Americana do Coração, que disse que a doença deve ser tratada mais cedo, quando atinge 130/80, e não o limite anterior, de 140/90.

"A hipertensão arterial agora é definida em leituras a partir de 130 mm Hg para a medição da pressão arterial sistólica, ou a partir de 80 para a medição diastólica", disseram as diretrizes.

Os médicos agora reconhecem que as complicações "podem ocorrer nesses números mais baixos", disse a primeira atualização das diretrizes abrangentes americanas sobre a detecção e o tratamento da pressão arterial desde 2003.

O novo padrão significa que quase metade (46%) da população dos Estados Unidos será considerada hipertensa.

Anteriormente, um em cada três americanos (32%) tinha a condição, que é a segunda principal causa de doença cardíaca e acidente vascular cerebral, após o tabagismo.

O limite considerado normal para a pressão arterial é de 120/80.

Uma vez que uma pessoa chega a 130/80, "já dobrou seu risco de complicações cardiovasculares em comparação com aqueles que têm um nível normal de pressão arterial", disse Paul Whelton, autor principal das diretrizes publicadas na revista científica Hypertension, da Associação Americana do Coração, e na revista do Colégio Americano de Cardiologia.

"Queremos ser diretos com as pessoas - se você já tem uma duplicação do risco, você precisa saber disso".

Ele disse que um diagnóstico da nova hipertensão não significa necessariamente que uma pessoa precisa tomar medicação, mas que "é uma luz amarela" que indica que "você precisa baixar sua pressão arterial, principalmente com abordagens não medicamentosas".

As mudanças foram anunciadas na conferência Sessões Científicas de 2017 da Associação Americana do Coração, em Anaheim, Califórnia.

COMENTÁRIOS dos leitores