Homens desrespeitam o vagão rosa no Recife

Após a CBTU retirar os seguranças de dentro dos vagões, exclusividade parou de ser respeitada

por Jorge Cosme ter, 12/09/2017 - 17:35

Polêmico desde o seu início, o projeto do Vagão Rosa no metrô do Recife não deu certo. Os adesivos dos vagões exclusivos para mulheres não são mais respeitados e homens e mulheres dividem o mesmo espaço como se fosse um vagão qualquer.

O vagão rosa começou a funcionar em fase de testes no dia 16 de janeiro. A expectativa era que aos poucos ele fosse implementado em todas as composições do sistema, mas o que ocorreu foi o contrário. 

Leonardo Villar Beltrão, superintende da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), culpa a educação dos homens. Segundo ele, o vagão rosa passou a ser desrespeitado com a retirada dos seguranças. “Fizemos até um estudo para voltar os seguranças, mas isso custaria R$ 13 milhões/ano ao metrô. Isso é inviável hoje. Impossível usar esse recurso no vagão rosa quando têm outros itens reclamados pela população, como segurança, elevadores e escadas-rolantes”, disse o superintendente. Os seguranças foram tirados em torno de quatro meses após o início do projeto. “Talvez devêssemos ter esperado um tempo a mais para educar a população”, confessa. 

Segundo Villar, o novo projeto envolve fazer uma triagem na própria plataforma. Mulheres e portadores de deficiência ficariam em um lugar reservado antes mesmo de entrar no trem. Para o projeto acontecer, entretanto, a CBTU pede patrocínio. 

No vídeo abaixo, Leonardo Villar Beltrão explica o que não deu certo e usuárias do metrô opinam sobre o projeto do vagão exclusivo para mulheres. É possível perceber que, mesmo dentro do vagão exclusivo, as mulheres desconheciam até que o projeto alguma vez existiu. 

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