Recife: Após PM matar 2 jovens, comunidade fecha avenida

A Polícia Militar (PM) alega que mortes ocorreram após policiais serem recebidos com tiros. Comunidade afirma que os oficiais já chegaram atirando

seg, 19/06/2017 - 19:44

Moradores da Comunidade do Bode, bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, realizaram um protesto na noite desta segunda-feira (19). Esse é o segundo ato em menos de uma semana da comunidade após a Polícia Militar (PM) matar dois moradores do local.

Aos gritos de “justiça”, os manifestantes atearam fogo em pneus na Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, causando grande congestionamento. A última manifestação havia sido no sábado (17) na mesma avenida.

Na quinta-feira (15), o estudante Esdras Henrique morreu com um tiro na cabeça pela equipe da Radiopatrulha da Polícia Militar. No último sábado (17), uma segunda pessoa morreu, primo da primeira, também por policiais militares, segundo testemunhas.

Em ambas as situações, a Polícia Militar tem respondido que foi recebida com vários disparos de arma de fogo.  Sobre a morte de Esdras, a nota da PM fala que houve uma “injusta agressão” por parte de pessoas da comunidade. Já os moradores do Bode dizem que a polícia já chegou atirando e que não houve troca de tiros.

Segundo a polícia, a ação era para prender suspeitos de assassinar o sargento Ricardo Sales dos Santos, baleado na quarta-feira (14) durante operação contra o tráfico em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). A comunidade da Zona Sul do Recife teme que as incursões da polícia estejam sendo uma represália.

“Muito triste vê o filho sendo tratado como bandido. Queremos justiça. Já demos queixa na polícia e vamos entrar com uma ação judicial”, disse o pai de Esdras, Alexandre Jorge. Os bombeiros foram acionados para o local do protesto por volta das 18h. Segundo os manifestantes, por volta das 19h15, o ato já estava se encerrando.

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