BA: Incêndio em mercado público pode ter sido criminoso

Os trabalhadores do mercado vão receber um auxílio emergência pela perda de materiais, como estoque e equipamentos

por Cássia Carolina Macedo seg, 19/06/2017 - 18:03
Reprodução Mercado Municipal de Cajazeiras durante incêndio. Reprodução

Na noite do último domingo (18), ocorreu um incêndio no Mercado Municipal de Cajazeiras, bairro da cidade de Salvador (BA). As chamas afetaram toda a parte do piso superior, onde o incêndio começou. A perícia técnica que esteve presente no local informou que será necessário de 30 a 45 dias para um diagnóstico mais preciso, mas a suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), esteve no local na manhã de hoje (19) para vistoria, onde informou à imprensa local que já solicitou apoio dos órgãos de investigação da polícia. “Se ele foi um incêndio criminoso, nós vamos buscar identificar os autores desse ato lamentável, e, é claro, garantir que eles sejam devidamente punidos”, disse o prefeito. A conclusão do caso aguarda perícia da Polícia Civil da Bahia.

Neto informou ainda que o Secretário de Ordem Pública da cidade, Marcus Vinícius Passos, já foi orientado a dar todo o suporte aos permissionários do local, que tiveram seus boxes diretamente afetados pelo incêndio. Os trabalhadores do mercado vão receber um auxílio emergência pela perda de materiais, como estoque e equipamentos. Até a recuperação do espaço, a prefeitura planeja elaborar um plano de contingência.

Realocação e ameaças

Os permissionários do Mercado Municipal de Cajazeiras foram realocados após a desocupação do espaço da Rótula da feirinha, onde funcionava um comércio informal. A prefeitura informou na época que a realocação era necessária para melhorar a mobilidade urbana, que causava transtornos nas ruas do bairro Cajazeiras X. Com a construção do Mercado Municipal de Cajazeiras, os permissionários passaram a ocupar boxes no espaço criado pela prefeitura. São 133 boxes ao todo, sendo 80 para feirantes. O investimento foi de R$ 7 milhões de reais.

Segundo o prefeito, desde a construção, os comerciantes do espaço vem recebendo ameaças de uma pequena quantidade de pessoas que foram contrárias à construção do mercado. “Não vou aceitar que meia dúzia de pessoas que não queriam que o mercado existisse, que preferiam estar de maneira desordenada na rua, possam se aproveitar de um ato criminoso para fazer prosperar baderna”, disse ele. Neto, no entanto, informou que vai aguardar o resultado da perícia para saber se o incêndio foi de fato criminoso.

Suspeitas

A suspeita da criminalidade da ação se deu após a perícia técnica encontrar recipientes com álcool e isqueiros. Segundo a perícia, é provável que o incêndio tenha começado com a queima de um móvel, no piso superior. De acordo com Neto, não havia defeito no plano de segurança de mercado, que deve voltar a funcionar em breve, após recuperação da área danificada.​

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