Gay atacado com "ácido" pode perder visão de um dos olhos

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, testemunhas já estão sendo ouvidas e as investigações estão avançadas para apurar o crime de ódio

por Eduarda Esteves qua, 17/05/2017 - 15:42
Reprodução/GoogleMaps O paciente está em tratamento e segue internado em um quarto, sem necessidade de UTI Reprodução/GoogleMaps

No Dia Internacional de Combate à Homofobia, nesta quarta-feira (17), pouco se tem a comemorar. Em Curitiba, a Polícia Civil do Paraná está investigando um ataque com "ácido" contra um homossexual, na Rua Alberto Bolliger, no bairro Juvevê. A vítima, de 40 anos, segue internada no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC) e não corre risco de morte. Mas, segundo a assessoria de imprensa da unidade hospitalar, ele pode perder a visão do olho esquerdo.

A vítima foi atacada no último domingo (14) e teve queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na tarde de segunda-feira (15), no Setor de Vulneráveis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba, para apurar o crime de ódio. De acordo com a Polícia Civil, testemunhas já estão sendo ouvidas e as investigações estão avançadas. 

O homem caminhava pela rua no bairro Alto da XV, por volta das 20h30 da noite, no momento em que foi abordado por um suspeito que se aproximou, proferiu um xingamento homofóbico e jogou um líquido, ainda não identificado, em seu rosto, provocando queimaduras.  A polícia alega que há fortes indícios de que seja ácido, mas a perícia técnica não concluiu o exame nas roupas da vítima. 

O BO foi registrado na delegacia por um amigo da vítima. O empresário Marcos Vinícius Ferreira dos Santos, 47, relatou que a vítima havia saído para comprar um lanche quando, na volta para casa, foi abordada na rua por um rapaz. Marcos alegou, em entrevisa à imprensa local, que enviou uma carta ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para relatar o ocorrido. 

Procurada pela reportagem do LeiaJá.com, a Prefeitura de Curitiba afirmou, através da assessoria de imprensa, que desconhece a carta escrita pelo amigo da vítima e que não vai se pronunciar sobre o caso. A Polícia Civil explicou que outros detalhes da investigação não serão repassados para não atrapalhar as diligências policiais.

Em 2017, até o início do mês de maio, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinadas no Brasil devido à discriminação à orientação sexual. A informação é do Grupo Gay da Bahia (GGB). 

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