Campos dos Goytacazes - Cléber Porto disse que os remédios são substituídos por outros
Cidadãos que buscam remédios na Secretaria de Saúde de Campos reclamam da falta de medicamentos. Alguns são de uso contínuo, o que deixa os dependentes apreensivos com a falta dos medicamentos.
O vendedor Antônio Carlos Barcelos,a de 22 anos, foi até a farmácia da secretaria buscar medicamentos para um primo. “Ele está precisando desta medicação. Consegui alguns, mas o Helmiben gotas e Permaganato de Potássio me disseram que não tem”, reclamou Antônio.
Em uma drogaria do Centro, o Helmiben gotas custa R$ 12,12 e o Permaganato de Potássio R$ 1,00 o pacote com dez envelopes.
A aposentada Domingas Gomes Barreto, 70, reclama de dores no estômago. “Preciso de Buscopan Composto e Ranitidina 150mm, para tratamento e alívio de dores no estômago. Me informaram que não tem”, afirmou Domingas. Na mesma drogaria do Centro, o Buscopan Composto sai a R$ 8,79 e o Ranitidina 150mm, com 20 comprimidos, custa R$ 16,75.
Em resposta às reclamações da população sobre a falta de remédios, o coordenador do departamento de assistência farmacêutica da Secretaria de Saúde, Cléber Porto, explica os motivos. “Na verdade, esses medicamentos citados não estão disponíveis na farmácia, mas não deixamos a população em falta. Para quem vai à procura desses remédios, fornecemos outros, que os substituem”, argumentou.
Lista de medicamentos em falta é ampla, admitem autoriddes
Além dos medicamentos citados, Cléber informou que está em falta o remédio Zoladex, utilizado no tratamento do câncer de próstata, bem como remédios para o tratamento de glaucoma e alguns anti-hipertensivos. Segundo ele, todos são comprados de uma empresa de Vitória (ES) que ganhou a licitação. “Esta empresa, acredito eu, que por medo de não receber devido a transição de governo, não está repassando os medicamentos regularmente como fazia. O secretário de Saúde, Rodrigo Quitete, deu garantias de que os medicamentos serão pagos até o final da tarde de terça-feira, e deverá estar a disposição para os pacientes no mais tardar na quinta-feira”, disse Cléber ao lembrar que o medicamento está em falta desde o mês de agosto. Quanto ao antidepressivo Alprazolam, Cléber informou que o laboratório vencedor do processo licitatório cancelou o contrato por falta de matéria prima para a fabricação do medicamento. “Vamos abrir outro processo de licitação para repor este remédio”.