Campos dos Goytacazes - Sem água, estrutura precária e apenas um banheiro para 100 crianças. Segundo as mães, assim está funcionando a Creche Escola Nadir Pereira Gomes, localizada no Distrito de Rio Preto, em Campos, num imóvel alugado pela prefeitura. Há 10 meses, o prédio onde funcionava a unidade entrou em reforma que, de acordo com as reclamantes, está parada há dias.
A dona de casa Ângela Maria Braga, 44 anos, fica temerosa em mandar seus netos para a creche. “Não tem espaço, nem quarto e muito menos um banheiro decente. Como posso deixar meus netos aqui? No imóvel anterior, as crianças não enfrentavam esses problemas”, criticou Ângela, informando que os matriculados estão entrando às 7h30 e saindo às 11h devido ao problema da falta d’água.
O desejo da doméstica Ana Beatriz Albino Salvador, 41, é que os menores retornem à estrutura antiga. “E a creche só está aberta graças aos funcionários, que estão carregando água nos baldes para manter o meio expediente. Mas, enquanto não tiver água, prefiro deixar o meu filho em casa”, ressaltou.
Falta de estrutura – A auxiliar de serviços gerais Alecilene Rocha Martins, 30, contou que há três meses uma criança caiu da escada, que segundo ela, não possui corrimão. “E até hoje os nossos filhos correm o risco de serem as próximas vítimas. Duas pessoas da Secretaria Municipal de Educação estiveram na creche, se reuniram com os pais, mas só ficaram as promessas”, lembrou.
A dona de casa Idicéia Rocha, 33, explicou que as crianças ficam presas na escola sem poder brincar, pois a casa não tem espaço adequado para o lazer. “O que nós queremos é que a prefeitura entregue o prédio onde funcionava a creche para as crianças terem condições adequadas”, solicitou.
Secretarias da Prefeitura de Campos não se entendem
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação informou que os alunos estão estudando em uma casa que estava disponível, tanto para o aluguel quanto em relação à distância. A assessoria esclareceu ainda que a caixa d’água está rachada e que a secretaria já providenciou uma nova. Quanto à paralisação da reforma, a assessoria afirmou que quem a executa é a Secretaria Municipal de Obras. No entanto, a Assessoria de Imprensa da Secretaria Obras rebateu a informação e argumentou que caberia à Secretaria de Educação explicar os motivos da paralisação.