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Notícia | Publicada em 16/10/2008
Geração de empregos não será afetada pela crise, prevê ministro
Webwriter: Paulo de Souza Neto Maciel
Fonte: Agência Brasil

Morillo Carvalho | Brasília - Mesmo com a crise americana afetando diversos setores da economia no país, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, garantiu hoje (15), ao apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro, que a geração de postos de trabalho não vai ser impactada.

“O Natal vai ser melhor que o de 2007. Continuo afirmando que o crescimento do PIB chegará a 6%, que vamos gerar mais de 2,1 milhões de empregos e que o Brasil está no caminho certo, tomando as providências certas para se imunizar de uma crise criada pelos americanos e que é deles”, disse Lupi.

O Caged registrou, em setembro, o maior número de contratações acumuladas, no período, desde o início da série histórica da aferição dos dados, em 1992. No total, foram gerados 2.086.570 empregos desde janeiro deste ano, o que ultrapassa a meta do ministério para o ano de 2 milhões de postos de trabalho.

“Quem trabalha com investimento tem que ter muita tranquilidade. Temos uma economia com bases muito sólidas, crescimento em todos os setores e regiões. Poderá ter no setor de exportação algum efeito pequeno nas contratações, mas só a partir do segundo semestre de 2009. Mesmo assim, eu prevejo um 2009 muito positivo, com mais de 1,8 milhão de empregos gerados”, afirmou.

Questionado sobre um possível excesso de otimismo quanto às previsões, o ministro foi enfático: “olhe os dados da economia. É só perceber que, mesmo com uma crise internacional, você não vê outro país para se investir com maior tranquilidade do que o Brasil. Acompanhado da China e da Índia, o Brasil é um dos países que dão mais rentabilidade a quem quer investir”.

Entre os setores em que a oferta de emprego cresceu, os maiores responsáveis pelo resultado do mês são o de serviços, com 104.653 novas assinaturas em carteira, a indústria de transformação, com 114.002 novas vagas de trabalho e o comércio, com saldo de 53.260 postos. Só o setor agrícola registrou demissões (25.312).

Sobre o setor de construção civil, um dos que são anunciados como mais sujeito à desaceleração, com a crise, Lupi disse que “continuará forte, porque precisa dos recursos do FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço]. O principal financiador para a construção civil é a Caixa Econômica Federal [CEF], através dos recursos do Fundo de Garantia. Não faltarão recursos para o investimento da economia nacional”, assegurou.

Entre as regiões do país, o Nordeste apresentou o maior crescimento do número de postos de trabalho, de 2,43%. Na seqüência, o nível de emprego cresceu mais nas regiões Norte (0,81%), Sul (0,71%), Centro-Oeste (0,66%) e Sudeste (0,65%).

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