"Não estou abandonando o barco", diz Milton Cruz

Treinador lamentou saída do Sport e afirmou que deixa o clube de cabeça erguida

por João Victor ter, 19/02/2019 - 16:21
Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo Treinador lamentou saída do Sport e afirmou que deixa o clube de cabeça erguida Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Milton Cruz se despediu do Sport na tarde desta terça-feira (19), em uma curta declaração sem espaço para perguntas, no CT José de Andrade Médicis. Durante a ocasião, o ex-treinador rubro-negro fez agradecimentos ao presidente Milton Bivar e lamentou o curto prazo que teve para desempenhar o seu trabalho no clube.

“Gostaria de agradecer ao presidente pela confiança que teve em mim, em me trazer para trabalhar em um clube como o Sport. Era um projeto que era para ser até o fim do ano, mas infelizmente foi interrompido na metade. Mas futebol é assim, a gente sabe”, comentou Milton Cruz.

“Queria deixar claro que eu não estou abandonando o barco, porque eu sei que as pressões estavam muito grandes em cima do presidente. Pressão da torcida, de ex dirigentes. Como o presidente é meu amigo eu conversei com ele e decidi seguir meu caminho. O presidente tem muita capacidade e agora pode seguir também com o trabalho”, completou.

Segundo Milton, o próximo comandante rubro-negro encontrará uma equipe estruturada, diferente do que ele encontrou quando assumiu o comando do elenco, dois meses atrás. Além disso, para ele, faltou paciência à diretoria.

“Um time não se monta da noite para o dia. Não tem dois meses que o elenco joga junto. Renovamos todo o plantel, ficaram três ou quatro jogadores. Times como o São Paulo e o Corinthians, que investiram muito mais que o Sport, ainda não acertaram suas equipes. É difícil, mas futebol é assim. É a cultura do futebol brasileiro. Saio tranquilo, de cabeça erguida, mas sinto que faltou um pouco de paciência da diretoria”, ressaltou o ex-treinador.

“O próximo treinador vai pegar o time com meio caminho andado, tem jogador que nem estreou. O mais difícil é montar o time, mas futebol brasileiro é assim. Passei por isso no Figueirense e fui alertado que trabalhar aqui era difícil. Envolve muita gente”, finalizou.

 

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