Tássia Carcavalli, da quase desistência para a seleção

Ala da equipe feminina de basquete da UNINASSAU contou com o apoio da mãe para enfrentar as dificuldades da vida, seguir a carreira de atleta e ainda garantir uma convocação para disputar as Olimpíadas em Londres

por Thayná Aguiar sex, 16/03/2018 - 11:37
Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens Tássia chegou à UNINASSAU em 2016 Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens

Com apenas 25 anos, a ala da equipe feminina de basquete da UNINASSAU, Tássia Carcavalli, carrega no currículo muita experiência e histórias de superação dentro e fora das quadras. Antes de chegar à equipe pernambucana, em 2016, Tássia, natural de São Paulo, passou pelo Círculo Militar, Pinheiros, Americana, Rio Claro e Santo André. E muito antes de jogar basquete em qualquer um desses times, a atleta precisou fazer uma escolha crucial na sua vida.

Quando mais nova, Tássia praticava basquete e ginástica, mas devido ao choque dos horários dos treinos dos dois esportes, ela teve que priorizar apenas um deles. “Eu me identifiquei mais. A ginástica era muito delicada e eu não gostava. Sempre preferi uma coisa mais bruta e com mais contato”, disse. 

Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, a atleta falou um pouco das dificuldades que passou durante a vida, e fez questão de ressaltar a importância da sua relação com a mãe. De acordo com a atleta, sua mãe sempre teve um papel essencial em toda sua carreira. Hoje, morando em Recife longe da mãe, Tássia fala com saudade do tempo em que as duas moravam juntas. “Era eu e ela (mãe) o tempo inteiro juntas. Ela sempre esteve comigo, sempre me apoiou. Quando eu sai de São Paulo para Americana, fomos juntas. Na época, eu disse ao time que não ia sem ela. Eles aceitaram e ela virou a ‘tia’ da república, e até hoje mora lá”.

Passando por problemas como fome e diversas lesões, Tássia conta que pensou em desistir da carreira como atleta, mas que por causa da mãe, seguiu em frente e ainda teve como resultado uma convocação para a seleção brasileira em 2012, para disputar as Olímpiadas em Londres. 

Hoje, atleta da UNINASSAU, Tássia afirma que está vivendo um bom momento. “Foi uma coisa bem nova para mim, sair do meu Estado e ficar longe de casa. Mas eu gostei muito de ter essa experiência, gostei muito da cidade, da equipe, do Roberto (técnico). Para mim está sendo muito válido”, contou.  “Só sofro um pouco com o calor. Mas eu gosto, tem muita coisa para fazer”, completou. Segundo Tássia, sua realidade foi totalmente transformada graças ao basquete.

Confira o vídeo da entrevista:

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