Magrão falha, Sport perde na Ilha e entra no Z4

Leão viu o Botafogo marcar dois gols ainda no primeiro tempo e aumentar sua sequência sem vitórias

por Renato Torres qua, 08/11/2017 - 21:56
Rafael Bandeira/LeiaJáImagens Magrão falhou no primeiro gol do Botafogo na Ilha do Retiro Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Era noite de Ilha do Retiro cheia. Atendendo ao chamado da diretoria, que colocou entrada gratuita aos sócios e R$ 10 para os demais setores, a torcida rubro-negra lotou o estádio nesta quarta-feira (8), para acompanhar a partida contra o Botafogo. Ninguém esperava que justamente o maior ídolo, homenageado nas arquibancadas, seria um dos carrascos da noite que terminou em derrota.

Falha, gols e substituição cedo: o retrato de um começo desastroso

Ameaçado pela zona do rebaixamento, do qual estava na mesma pontuação ao soar do apito no começo de jogo, o Leão contava com seus fiéis torcedores para encarar uma das melhores equipes do returno do Brasileirão. Já apertando nos primeiros minutos, o Sport quase abriu o placar em escanteio, no qual Rithely subiu mais que todo mundo para cabecear. Victor Luís tirou na linha. O rebote foi de Rogério que bateu de primeira, só que nas mãos do goleiro Gatito. 

Bastou pouco mais de um minuto para Osvaldo disputar a bola escorada por André na área e chegar batendo rápido. O goleiro alvinegro mostrou que estava atento e saltou nela. Seria um começo todo do Leão, porém o homenageado da noite, o goleiro Magrão iria complicar o jogo. Ao receber recuada, o camisa 1 tentou o corte em Bruno Silva, que o desarmou e tinha o gol livre para bater de fora da área. Ele abriu o placar aos 14 minutos de partida. Se a torcida cantou o nome de Magrão, mostrando não sentir o golpe, o time em campo sentiu. 

Com mais quatro minutos, o time carioca chegou ao ataque com Marcos Vinícius que fintou a marcação e bateu forte, de fora da área, no canto, sem chances para o arqueiro; 2x0. De repente, ter tanta torcida já não era grande negócio. Enquanto Daniel tentava mudar o jogo, colocando Marquinhos, o substituído, Wesley, foi escolhido pela torcida para aguentar as veias com peso de todas as derrotas do segundo turno. A situação podia ter complicado em boa jogada do meio botafoguense que deixou Brenner cara a cara com Magrão. 

O toque a mais que ele deu na bola foi o suficiente para o arqueiro chegar por baixo travando, e evitando o terceiro gol. Pecando na transição, o nervoso time leonino mostrava ímpeto, porém pouca ameaça nas chegadas ao ataque. A ansiedade era tanta que até Daniel Paulista tomava bola de Osvaldo para trocar o cobrador do lateral. O Leão ainda buscou diminuir o prejuízo em seguidas bolas cruzadas na área, mas o intervalo veio com uma derrota encaminhada.

Faltou tempo para empatar

O recomeço de partida trazia uma pressão maior, já que o Vitória vencia sua partida, colocando o Leão no Z4. Aos quatro minutos, o Sport mostrou que estava ciente chegando bem pela direita em chute cruzado de Patrick. A defesa conseguiu tirar dos pés de André após o goleiro espalmar, mas Osvaldo recebeu livre. Ele, porém, acabou mandando direto para fora ao tentar bater no contrapé de Gatito. Depois da sequência de escanteios, Marquinhos recebeu cruzamento na entrada da área e soltou a bomba que o arqueiro pegou em dois tempos.

Sentindo o momento ruim, o Botafogo começou a esfriar o jogo. Jogadores caíam em campo e as trocas de passes eram mais longas, menos objetivas. Isso até conseguir mudar o cenário do reinício que tinha pressão total rubro-negra. O Leão tinha dificuldade de chegar na área com os visitantes mais organizados após o susto. Ficava claro que o Sport esbarrava na própria qualidade técnica. Daniel tentou mudar isso colocando Thomás em campo, o que deixou a equipe um pouco mais exposta, algo esperado.

Nem mesmo as tentativas, maior parte em bolas aéreas, no final da partida mudaram a realidade consolidada ainda no primeiro tempo. Enquanto parte da torcida ia embora, outra entoava cantos em protesto contra os atletas e até o presidente do clube, Arnaldo Barros. Quem foi embora perdeu a bola na área sobrando para André após a trava de Osvaldo, diminuir no final, deixando a esperança de um empate sofrido; 2x1. 

Era uma mistura de crença com ansiedade. Nas arquibancadas os torcedores gritavam e se desesperavam quando o passe não saía ou o cruzamento passava sem desvios para fora. A respiração prendeu quando o Botafogo teve a chance de finalizar pelo lado esquerdo da área de Magrão, porém para fora. Até o zagueiro Henriquez virou atacante para tentar o milagre. Mas o abafa parou na defesa alvinegra que garantiu mais três pontos e colocou o Leão na zona do rebaixamento.

FICHA DE JOGO

Campeonato Brasileiro - 33ª rodada

Local: Ilha do Retiro

Sport: Magrão; Samuel Xavier (Thomás), Durval, Henriquez e Sander; Patrick, Rithely e Wesley (Marquinhos); Osvaldo, Rogério (Reinaldo Lenis) e André. Técnico: Daniel Paulista.

Botafogo: Gatito Fernandez; Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Víctor Luís; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso (Matheus Fernandes), Marcos Vinícius e João Paulo (Gilson); Brenner (Guilherme) e Rodrigo Pimpão. Técnico: Jair Ventura.

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio - GO

Assistentes: Bruno Rafael Pires - GO / Leone Carvalho Rocha - GO

Gols: André (SPT) / Bruno Silva e Marcos Vinícius (BOT)

Cartões amarelos: Henriquez e Durval (SPT) / Igor Rabello, Arnaldo e João Paulo (BOT)

Público: 24.119 torcedores

Renda: 118.936,00



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