Stand-Up Paddle: superação para todas as idades

Crianças, adultos e idosos aderem à remada e garantem que a atividade é relaxante

por Roberta Patu ter, 02/02/2016 - 16:08

“Os jovens e até os adultos, muitas vezes, não sabem falar e nem entender os idosos. Até parece que vivemos em outro mundo. Depois de conseguir praticar o Stand-Up Paddle eu me redescobri e me sinto com uma alma nova. Tenho a percepção que passei por uma transição maravilhosa e com essa prática vejo que ainda posso fazer tudo e, inclusive, interagir com os meus netos”, fala, emocionada, a idosa Vany Portilho, de 75 anos, que pela primeira vez ficou em cima de uma prancha e se equilibrou sem cair.

Relaxar a mente, equilibrar o corpo e concentrar a ‘energia’ para manter-se sobre uma prancha parece ser uma atividade difícil, mas ela está atraindo cada vez mais adeptos para a modalidade. Além de integrar e promover a superação dos limites, a atividade esportiva também é para todas as idades. Como a carioca Vany, que pela primeira vez se aventurou e conseguiu superar limites e conquistar autoconfiança. As aulas são realizadas em Barra de Jangada, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

De acordo com ela, mesmo longe de casa e com algumas restrições, devido à idade, o resultado foi surpreedente. “Quando atingimos uma certa maturidade, acreditamos que não somos capazes de realizar algumas atividades, mas vi que não é bem assim. Durante a prática de Stand-up Paddle, senti um misto de emoção e felicidade tão grande que não consigo definir”, diz a idosa, que ainda ressalta: “O instrutor me passou muita segurança e isso foi fundamental. Fui professora e sei o quanto a confiança é importante”, conclui.

O instrutor credenciado pela Confederação Brasileira de Stand-Up Paddle, Jota Neves, explica que não existe restrição para remar. “Normalmente temos alunos de todas idades, que podem ser de oito a 75 anos. Um dos aspectos mais importantes é que os praticantes precisam ter força nos membros inferiores e superiores para conseguir ficar sobre a prancha e remar”, conta Jota. “Quanto ao equilíbrio, isso se obtém com o tempo, porém, também há fatores externos que precisam ser pontuados, como a maré, a correnteza e a prancha, por exemplo”, lembra. 

O professor ainda elenca quais os procedimentos as aulas possuem. “A primeira parte deve conter explicações técnicas, com informações de apresentação do material, remada, postura, posicionamento na prancha e simulações de quedas e procedimentos caso haja desequilíbrio”, aponta. Ele ainda diz que para começar a prática, os alunos podem iniciar com a remada sentados e, posteriormente, evoluem para a prática de joelhos e em pé. 

O administrador Ednei Malvar, de 43 anos, demorou um pouco para se equilibrar, mas a sensação de navegar é fantástica. “Depois das instruções e a tentativa de permanecer em pé na prancha, consegui remar após 30 minutos. Na verdade, pensei que fosse mais fácil, mas é um pouco difícil”, opina. Mesmo com as dificuldades, Malvar aprova o esporte e ainda destaca os benefícios. “O SUP proporciona o relacionamento com o corpo e o exercício faz queimar, aproximadamente, 600 calorias por hora; melhora a postura, o equilíbrio, a coordenação motora e enrijece o abdômen e fortalece os grupos musculares”, finaliza.

A baiana Belissa Cabral, de 31 anos, diz que um dos motivos que a levou à prática esportiva foi a tentativa de se adaptar a região. “Estava entre minhas metas para 2015, de conhecer o SUP para relaxar e fazer novas amizades", conta a administradora.

A gerente de vendas, Adriana Guimarães, 41, treina com a filha Maria Júlia, de 8 anos. Para ela, a atividade, além de ser uma terapia de relaxamento, também a aproxima ainda mais da garota. “Ela sempre quer ir comigo e quando não vai chega até a chorar. Um verdadeiro grude. Muito bom poder ter e proporcionar a independência de remar". relata a gerente.

Atividade no Recife - Segundo o instrutor Jota Neves, na capital pernambucana, a prática ainda é muito restrita e a perspectiva é que cresça nos próximos anos, por causa da região. “Em Maceió, por exemplo, há competições bem conhecidas, com grupos grandes. Em Pernambuco há muitos lugares bacanas para praticar, como o Paiva, Rio Pirapama, Casa Caiada, Suape, Muro Alto, Pontal de Maracaípe e Porto de Galinhas”, cita.

Para iniciar no esporte, os interessados devem ter ou alugar a prancha e o remo. Dependendo da escola os valores mudam, mas, em média, o investimento é a partir de R$ 30. 

Escola SUP-PE

Marina do Farol (Rua Marmelo, 23, Barra de Jangada)

(81) 9.9726.4932/98634.5740

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