Rapper morre com 25 disparos de policiais, diz advogada

Melissa Nold, que examinou o corpo no necrotério, afirmou que seis policiais de Vallejo, 50 km ao norte de São Francisco, atiraram no rosto, na garganta, no peito, na orelha esquerda, braços e ombros de Willie McCoy, de 20 anos, em um restaurante 'fast food'

qui, 21/02/2019 - 07:21
Brendan Smialowski Advogada da vítima assegura que reação da polícia foi exagerada Brendan Smialowski

Um jovem rapper morreu na Califórnia nas mãos da polícia no início deste mês, depois de levar 25 tiros, denunciou nesta quarta-feira (20) a advogada da família da vítima.

"Isso foi exagerado", disse à AFP Melissa Nold, que examinou o corpo no necrotério e afirmou que seis policiais de Vallejo, 50 km ao norte de São Francisco, atiraram no rosto, na garganta, no peito, na orelha esquerda, braços e ombros de Willie McCoy, de 20 anos, em um restaurante 'fast food' no dia 6 de fevereiro.

"Não há provas que justifiquem esse nível de força e não há razão possível para que você precise atirar em alguém tantas vezes", acrescentou. "Era quase como se eles estivessem praticando tiro ao alvo."

Nold disse que McCoy, que usava Willie Bo como nome artístico, estava na casa da família gravando música quando decidiu ir a um restaurante da rede Taco Bell para jantar.

A polícia informou que recebeu uma ligação do estabelecimento sobre um Mercedes-Benz estacionado na fila do drive-thru com o motor ligado e um homem que parecia desmaiado, com a cabeça no volante.

Os policiais notaram a arma no carro e estudaram o plano de ação quando McCoy acordou, procurou a arma e ignorou a ordem de "mãos ao alto". "Temendo por sua segurança, seis policiais dispararam com suas armas de serviço", disse a polícia de Vallejo em um comunicado.

As autoridades também indicaram que a pistola foi carregada e havia sido reportada como roubada no Oregon. Para Nold, que é ex-policial, nada justifica essa resposta. "Esse é o tipo de força que você usa em um tiroteio", insistiu.

Ela acrescentou que, dadas as circunstâncias, eles poderiam ter tomado uma posição de defesa e acordar a vítima usando a sirene ou a corneta da patrulha. "Se achavam que ele estava armado, por que eles ficaram na frente dele?", questionou. A polícia de Vallejo não respondeu na quarta-feira ao pedido de comentários da AFP.

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