"Faço questão de fazer essa Paixão", diz José Pimentel

Durante coletiva, nesta terça-feira (27), o ator e diretor confirmou a realização do espetáculo em 2018

por Elaine Guimarães ter, 27/03/2018 - 17:03
ElaineGuimarães/LeiaJáImagens Pimentel reuniu o elenco para falar sobre a montagem ElaineGuimarães/LeiaJáImagens

Durante coletiva de imprensa, realizada na tarde desta terça-feira (27), no bairro da Boa Vista, José Pimentel confirmou a realização da Paixão de Cristo do Recife. O dramaturgo contou que, após o anúncio do cancelamento, recebeu inúmeras mensagens de apoio e decidiu retomar a produção. "Muitas pessoas criticaram a decisão de realizar o espetáculo, porque eu tinha afirmado que não haveria a Paixão de Cristo. Além disso, produtores e amigos abandonaram a produção, mas eu estou mantendo a minha palavra. Faço questão de fazer essa Paixão!", afirmou.

Em 2018, a montagem será encenada em três dias, de 30 de março a 1 de abril, na Praça do Marco Zero, área central do Recife. A 22° edição do espetáculo tem a direção de José Pimentel, que após quatro décadas, não interpretará Jesus Cristo. Este ano, o ator Hemerson Moura, escolhido após seleção, encara o desafio de substituir Pimentel na tradicional peça.

A Via Crúcis da Paixão do Recife mantém o projeto original. Como não houve tempo hábil para a gravação de um novo áudio, as vozes continuaram as mesmas. “Para mim, como ator, fazer o papel de Jesus é uma grande responsabilidade, porque quando se fala do Cristo já se pensa em José Pimentel. Estamos ensaiando bastante e ter que dublar o Pimentel é um desafio triplo para mim”.

Ao falar do cancelamento, José Pimentel justificou que a falta de recursos financeiros e o estado dos figurinos e cenários estavam desgastados e algumas peças estavam com cupim. Questionado sobre isso, o diretor foi categórico: “A gente vai levar a Paixão de Cristo para a Praça do Marco Zero mesmo com o perigo do figurino rasgar ou cenário não resistir, a gente faz o espetáculo no chão”.

Ainda de acordo com ele, a montagem recebeu investimentos de R$ 400 mil da Prefeitura do Recife e Governo do Estado de Pernambuco, mas o diretor afirma que ainda não é o suficiente para arcar com as dispesas da peça. "A gente recebeu R$ 150 mil da Prefeitura do Recife e R$ 250 mil do Governo do Estado. Não é o necessário para fazer o espetáculo, mas com a ajuda dos atores, que abdicaram dos cachês, e de fornecedores, que baratearam os preços, estamos seguindo", explicou.

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