Medina diz que Rock In Rio 2017 pode ser último no Brasil

O empresário responsável pelo festival se disse irritado com a atual situação política do país e que não faz sentido continuar enquanto o cenário não mudar

por Ana Tereza Moraes seg, 24/07/2017 - 12:42
O empresário se diz indignado com o cenário político atual Divulgação O empresário se diz indignado com o cenário político atual

O empresário Roberto Medina, responsável pelo Rock in Rio, mostrou que não está nada contente com o atual cenário político do país e, principalmente, do Rio de Janeiro. “Se nada mudar neste país, esse será o meu último Rock in Rio”, disse em entrevista à revista Veja. Segundo ele, é a primeira vez que ele expõe essa possibilidade a alguém.

“Não faz sentido ficar aqui. [...] Não consigo conviver com tanta incompetência, tanta falta de cidadania. Às vezes me sinto sozinho”, relatou. “O que a gente tem e fazer, todos nós, é reivindicar mudanças, ajudar a resolver a questão de segurança pública para valer. É difícil, mas vamos tentar”, completou Medina, que se mostra tamém indignado segurança e a falta de investimentos na área. “Quantas mortes mais serão necessárias para que as autoridades daqui acordem e tomem providências na área de segurança?”, questiona.

Ligando o tema com o turismo, Medina ressalta que o Rock In Rio tem grande importância para esse setor no país, pois essa área tem papel fundamental no desenvolvimento econômico brasileiro, sobretudo em tempos de crise. "Essa é a única forma de sairmos rapidamente do buraco. Um estudo recente da Fundação Getulio Vargas revelou que o Rock in Rio injeta 1,2 bilhão de reais na economia. A mesma pesquisa mostra que, se você acrescentar um dia à permanência dos turistas no Carnaval e no réveillon e montar um calendário estruturado de eventos, nossa receita anual com turismo pode aumentar em 20%, coisa de 6,5 bilhões de reais", afirma o empresário.

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