Nacional Ceará Paraíba Pará Pernambuco São Paulo

Universal obtém direitos sobre músicas inéditas de Prince

A gravadora também assumiu o controle de 25 álbuns que Prince lançou com seu próprio selo, NPG Records, a partir de meados da década de 1990

qui, 09/02/2017 - 20:54
Mark Ralston (Abril) Homenagem a Prince em Minneapolis Mark Ralston

O administrador do patrimônio de Prince, que durante muito tempo enfrentou a indústria da música, anunciou nesta quinta-feira (9) um acordo com a Universal Music, a maior gravadora do mundo, para lançar grande parte do amplo catálogo do ícone do pop.

Com esse acordo, a Universal ganhou os direitos sobre as músicas inéditas que Prince deixou em um cofre em sua propriedade em Paisley Park, em Minnesota, onde morreu em abril passado.

A Universal também assumiu o controle de 25 álbuns que Prince lançou com seu próprio selo, NPG Records, a partir de meados da década de 1990.

A Universal havia dito que ia conseguir os direitos nos Estados Unidos sobre "alguns álbuns famosos de Prince de entre 1979 e 1995", a época mais emblemática da estrela, quando encabeçou as listas com "Purple Rain" e outros trabalhos.

"Prince foi um dos grandes talentos musicais de todos os tempos, um gênio incomparável como intérprete, artista e compositor", disse em um comunicado o chefe e CEO do Universal Music Group, Lucian Grainge, sem revelar o valor do acordo.

L. Londell McMillan, que foi advogado do cantor durante muito tempo e que atualmente representa seu patrimônio, disse confiar em que a Universal - que anteriormente alcançou um acordo separado pelos direitos sobre as composições de Prince - "apresentará a música de Prince com uma visão holística que celebre sua condição de ícone".

Prince faleceu aos 57 anos por uma overdose de analgésicos, sem testamento nem herdeiros, deixando seu legado em uma total confusão.

O administrador do patrimônio do cantor também parece ter fechado acordos para levar sua música aos principais sites de streaming, como o Spotify.

Prince era um crítico ferrenho das gravadoras e, mais tarde, da Internet, e considerava que as corporações submetiam os artistas a uma escravidão virtual.

COMENTÁRIOS dos leitores