Queima da Lapinha dá a largada para o Carnaval em PE

Evento reuniu pastoris na despedidas do ciclo natalino e blocos líricos para saudar o carnaval

por Raquel Monteath | sab, 07/01/2012 - 00:37
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Foto: Thamiris Barbosa/LeiaJá Imagens O bloco lírico Cordas e Retalhos levou o público a cantarolar consagradas canções pernambucanas O bloco lírico Cordas e Retalhos levou o público a cantarolar consagradas canções pernambucanas

Por Karolina Pacheco

E eis que teve fim o ciclo natalino no estado, ontem, seis de janeiro, Dia de Reis e de Queima da Lapinha no Pátio de São Pedro. Foi uma festa singular, que levou o público a jogar seus desejos escritos em papeis ao fogo - conforme prega a tradição nordestina -, em um clima que remetia aos saudosos carnavais onde a terceira idade relembrava seus áureos tempos.

A concentração dos 10 pastoris participantes, que começou no Pátio do Carmo, convidavam os transeuntes a participar do festejo, seguindo para um outro pátio, o de São Pedro. Após a apresentação dos pastoris com seus cordões comandados pela Diana, foi realizada a Queima da Lapinha, e declarado o início do ciclo carnavalesco com muito frevo e blocos líricos.

 

 

 

 

 

A senhora Jaci Rocha (foto), 70 anos, fundadora do Pastoril Jardim da Alegria, de Beberibe, estava orgulhosa da tradição. “Comecei a dançar pastoril aos nove anos de idade, hoje fico apenas na organização, sou costureira e também compositora. Há 12 anos o nosso pastoril participa da queima da lapinha, é composto por 30 integrantes e as apresentações vêm acontecendo desde 16 de dezembro. Hoje foi o último dia”, contou.

 

O bloco lírico Cordas e Retalhos levou o público a cantarolar consagradas canções pernambucanas, como a “Madeira do Rosarinho”, saudando o carnaval. Havia muitos aposentados, assim como o senhor Rinaldo Almeida, de 63 anos, que trocava passos de frevo felizes ao som das vozes femininas do “Cordas”. “Sou carnavalesco e sempre costumo vir aqui, desfilo em várias agremiações entre blocos líricos e maracatus. Há trinta anos, participo da queima da lapinha e, de lá pra cá, muita coisa mudou. O público participava mais, hoje as pessoas são mais espectadoras do que participantes da tradição. Ainda assim, estou aqui, dançando e dando boas vindas ao carnaval”, declara.

 

O clima natalino deu lugar às cores e sons carnavalescos. É dada a largada e todos voltam suas atenções às ladeiras de Olinda e suas prévias, aos ganzás de maracatu e às sombrinhas de frevo no Recife.

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