Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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“Nada é para durar”

Janguiê Dinizseg, 23/01/2017 - 17:21

O mundo silencia com a morte de Zygmunt Bauman. O magnífico sociólogo polonês lançou mais de 50 livros e dedicou-se à análise das condições da classe trabalhadora e da lógica de exclusão social, exaltando os excluídos sob um ponto de vista marxista, de uma forma singular e como apenas ele soube fazer.

Entre os temas abordados por Bauman, os que mais se destacam são ligados ao consumismo, a globalização e as transformações nas relações humanas. Este último foi eternizado na obra que se tornou best-seller em 2003, Amor Líquido, que versa sobre como os relacionamentos da modernidade tendem a ser menos duradouros.

Aos 91 anos, Zygmunt teve uma trajetória vida entre servir ao exército polonês na Segunda Guerra, ser filiado ao Partido Comunista Polaco e, enquanto professor da Universidade de Varsóvia, foi afastado e também teve obras censuradas. De todas as suas contribuições, a obra Modernidade e Holocausto talvez tenha sido a mais emblemática e lhe rendeu, em 1989, o Prêmio Europeu Amalfi de Sociologia e Ciências Sociais.

O sociólogo foi o criador do termo “modernidade líquida”, onde o líquido servia como metáfora para expressar as mudanças facilmente adaptáveis, fáceis de serem moldadas e capazes de manter suas propriedades originais. Bauman nos trouxe, talvez, o conceito mais correto em relação à sociedade atual: vivemos um progresso constante e o significado e propósito da vida e da felicidade é individual.

Para entender as teorias de Zygmunt Bauman é preciso voltar ao passado. É preciso enxergar uma sociedade que buscava a perfeição, que detinha a sensação de controle do mundo, da economia, da natureza e, por que não dizer, da tecnologia. Entretanto, com o passar dos anos, vimos a instabilidade econômica mundial, as guerras, a revolução tecnológica acontecer e, então, todo o conceito da modernidade sólida se desfez.

Os pensamentos modernos de Bauman para sua época chamaram a atenção de todos. A filosofia sobre a liquefação das formas sociais: o trabalho, a família, o engajamento político, o amor, a amizade e, por fim, a própria identidade. Foi o sociólogo que nos fez refletir sobre as consequências dessas reflexões. Situações que produziam angústia, ansiedade constante e o medo líquido: temor do desemprego, da violência, do terrorismo, de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo mundo, que muda num ritmo alucinante.

“Fluidez” é a qualidade de líquidos e gases. (…) Os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. (…) Os fluidos se movem facilmente. Eles “fluem”, “escorrem”, “esvaem-se”, “respingam”, “transbordam”, “vazam”, “inundam” (…) Essas são razões para considerar “fluidez” ou “liquidez” como metáforas adequadas quando queremos captar a natureza da presente fase (…) na história da modernidade.

Não podemos confundir o conceito de modernidade líquida de Bauman com a pós-modernidade tão falada e debatida nas áreas da filosofia e sociologia. Não se enxerga uma ruptura entre os conceitos de modernidade e pós-modernidade, mas sim uma continuação. Entendemos que há uma lógica diferente, uma rigidez substituída pela volatilidade, pelo imediato, pelo individualismo e pelo consumismo, mas, graças às teorias de Zygmunt Bauman podemos compreender as mudanças de uma forma mais simples, clara e objetiva.

Perde-se um ícone. Eterniza-se um pensador. Espera-se que as contribuições de Bauman nunca sejam esquecidas e que suas obras influenciem positivamente milhões de pessoas.


Carandiru II

Janguiê Dinizqua, 11/01/2017 - 11:33

Uma das rebeliões mais chocantes da história desde o Carandiru. Essa pode ser a definição para o massacre de 60 presos, ocorrido em Manaus, após uma rebelião que durou menos de 1 dia. A culpa do episódio é atribuída a uma guerra entre facções dentro da própria penitenciária, que tinha capacidade para 454 detentos, mas abrigava 1.224 pessoas. A resposta veio alguns dias depois em Roraima com a morte de cerca de 35 presos em retaliação ao ocorrido em Manaus.

Infelizmente, o caso de Manaus não foi apenas uma fatalidade, mas, uma consequência da crise no sistema presidiário vivido, há anos, pelo Brasil. O nosso país apresenta uma das maiores taxas de superlotação carcerária do mundo e foi denunciado internacionalmente pelas condições de alguns dos complexos prisionais.

Dados de 2015 ressaltam que há um déficit de 244 mil vagas no sistema penitenciário brasileiro. No total, o Brasil conta com 622.202 presos e destes, 40%, estão em situação provisória, aguardando julgamento. No Piauí, por exemplo, o índice chega a 66%. Há superlotação em todas as unidades da federação. Em média, os presídios estão com 66% de detentos a mais que a capacidade. Em Pernambuco, no entanto, essa taxa chega a 184%.

O pensamento mais rápido para solucionar a crise carcerária seria a construção de novos presídios. Entretanto, não há mais condições de expandir o número de vagas, muito menos na proporção que a demanda sempre crescente requer. Construir novas prisões não é mais uma opção viável, nem economicamente e nem socialmente. Além disso, pensar apenas o encarceramento como política de segurança não irá resultar na redução das taxas de criminalidade.

A realidade é que temos uma cultura da prisão enfatizada e exacerbada. A sociedade, em geral, tende a enxergar a prisão como única resposta à delinquência. Porém, a tendência a longo prazo será mostrar que a liberdade deverá ser preservada, desde que os casos sejam avaliados e ponderados. O que, infelizmente, a lentidão do nosso sistema judiciário não tem permitido.

As cadeias apresentam condições subumanas e não podemos dizer que possuem sistema capaz de proporcionar a regeneração dos internos. As deficiências não são apenas estruturais – não há, inclusive, assistência judicial suficiente para acompanhamento dos processos. Faltam recursos humanos e condições de trabalho nos presídios – em São Paulo, por exemplo, a média é de um agente prisional para 400 detentos.

Um exemplo que pode ser levado em consideração é o sistema prisional do Espirito Santo, que há pouco mais de dez anos também viveu uma situação de caos, com um cenário de superlotação, escassez de agentes penitenciários e falta de um modelo de gestão. O governo do Estado decidiu por investir mais de R$ 450 milhões em um processo de criação das atuais 26 unidades prisionais capixabas, seguindo um modelo arquitetônico padronizado criado nos Estados Unidos em que os detentos não se comunicam e com salas específicas onde os internos participam de oficinas profissionalizantes e recebem atendimento médico. O resultado foi a diminuição da quantidade de fugas, tumultos internos e ainda a dificuldade de organização das facções criminosas dentro das cadeias.

Em outros estados como Alagoas, Goiás e Mato Grosso do Sul, a aposta está em unidades prisionais que investem na ressocialização dos presos. Neste caso, a experiência se baseia em um modelo espanhol. Por lá, os detentos não podem usar entorpecentes e todos trabalham na manutenção da unidade e em empresas conveniadas ao sistema. Ao cumprirem suas penas, os presos são encaminhados para convênios do governo com empresas, para a colocação no mercado de trabalho. O resultado foi a redução de reincidência para 5%.

Claro que esses são modelos pontuais e que também não respondem pela totalidade dos estados em que estão aplicados. Mas, são apostas que tem dado retorno e que, se bem estudadas, podem ajudar a transformar todo o sistema prisional brasileiro. Boas ideias precisam ser disseminadas e apoiadas. Além disso, não podemos esquecer que é preciso um trabalho junto à população com a melhoria da desigualdade social através da educação, saúde, infraestrutura. Essas ações possibilitarão a diminuição da criminalidade e, consequentemente, da população carcerária.


O fracasso da educação?

por sex, 23/12/2016 - 16:29

Muito é discutido sobre a educação no Brasil. Como resultados de todos os debates, é consenso que nunca atingiremos nosso total potencial de desenvolvimento se não melhorarmos nosso ensino público – fundamental e médio. Infelizmente, os resultados das avaliações internacionais continuam muito ruins e o Brasil segue entre os piores do mundo no ranking mundial de educação.

Sempre preguei que os países asiáticos deveriam servir de exemplo para nossa reforma educacional e desta vez não foi diferente. O ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), trouxe Cingapura na liderança, enquanto o Brasil caiu nas três áreas do conhecimento que são avaliadas: matemática, leitura e ciências.

Foram 70 países avaliados e, em leitura o Brasil ficou na 59º posição. Em matemática na 65º. Em ciências, principal foco desta pesquisa, o Brasil está na 63º posição, a frente apenas de países como Peru, Líbano e República Dominicana. Isso significa dizer que mais da metade dos estudantes brasileiros têm desempenho em ciências considerado abaixo do básico pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Entretanto, não apenas o Brasil é um caso preocupante. Avaliando o ranking por completo é possível perceber que houve uma estagnação da educação em todo o mundo na última década. O resultado desse desempenho pode refletir a longo prazo no desenvolvimento socioeconômico dos países, apresentando um processo de recessão permanente.

Investir em educação é caro, sim. Porém, os benefícios de uma sociedade educada superam, de longe, os custos e investimentos em melhorias. A avaliação da OCDE é determinada por níveis e o nível 2 de aprendizagem em ciências é o mínimo necessário para se tornar um cidadão “crítico” e “informado”. Nesse nível, os estudantes começam a demonstrar as competências que vão permitir que eles participem “efetivamente e produtivamente” nas situações cotidianas relacionadas a ciência e tecnologia.

Não é a primeira vez que o Brasil passa vexame no ranking. Em 2013, os resultados do Pisa mostraram que apenas 8% dos alunos brasileiros terminam o ensino fundamental com conhecimentos adequados tanto em português quanto em matemática.

É fácil entender porque Cingapura lidera o ranking nas três áreas do conhecimento avaliadas: o país investe em avaliações regulares, promovendo acesso à formação contínua e uma educação de base muito desenvolvida. Claro que, mesmo melhores sistemas do mundo têm dificuldades, porque a mudança é limitada. A educação depende das pessoas para que as transformações aconteçam.

É possível mudar a situação do Brasil? Sim, claro. Muitas das medidas que poderiam causar grande transformação nas salas de aulas brasileiras não acarretariam em gasto algum. Usar de maneira eficiente o tempo em que alunos já estão na escola é uma delas. Isso porque, de acordo com um estudo do Banco Mundial, apenas 66% do tempo de sala de aula no Brasil é gasto efetivamente com o ensino. Os outros 34% são desperdiçados com atividades burocráticas, como chamada, a cópia de deveres de casa ou pedindo disciplina. A cota de “desperdício” em países da OCDE é de apenas 15%.

Também virou moda no Brasil pensar que os problemas da educação só serão resolvidos se houver muito mais dinheiro para o setor, para tanto, muitos pedem a destinação imediata de 10% do PIB para a educação. Entretanto, o país que mais investe em educação no mundo hoje é a Islândia, destinando 7,8% de suas riquezas para o setor.

É preciso garantir escolas com infraestrutura decente. Acabar com a desigualdade entre escolas públicas bem cuidadas e outras caindo aos pedaços é dar oportunidades equânimes aos brasileiros de todas as regiões. É preciso, ainda, ampliar educação técnica e profissional. De 15 a 19 anos, mais de 50% dos jovens alemães têm aulas de ensino profissionalizante com a educação regular. No Brasil, ficamos em 6,6%.

As taxas de repetência no Brasil ainda são altas na rede pública. Chegam a 14,1% no ensino médio e 10,6% no ensino fundamental. Significa dizer que de cada 100 alunos, 13 estão cursando a mesma série do ano anterior. A taxa está entre as maiores da América Latina e bem distante da de países desenvolvidos. Pesquisas comprovam que a repetência é um desestímulo que atinge as notas do estudante por toda a vida, além de um grande incentivo à evasão escolar.

Temos que melhorar a educação no Brasil para que possamos crescer mais, com mais produtividade e justiça social. Para isso, precisamos nos afastar das concepções equivocadas e focar na melhora da gestão, como foi feito em alguns municípios brasileiros e que apresentam resultados magníficos. É preciso expandir esses projetos e criar melhores práticas. Apenas assim poderemos nos orgulhar da educação brasileira.


O mundo e Trump

Janguiê Dinizseg, 28/11/2016 - 19:13

Surpresa e apreensão. Essas são as duas palavras mais ouvidas quando o tema é o resultado das eleições americanas para presidente. Donald Trump venceu, não por número de votos, mas por número de delegados dos colegiados e provocou uma reação negativa por todo o mundo – bolsas de valores em baixa e o receio mundial que as promessas de campanha de Trump sejam cumpridas.

O tom do discurso da vitória de Donald Trump já não foi tão duro quanto suas propostas de campanha. Entretanto, ao assumir a Casa Branca em 2017, o presidente eleito pode reverter algumas das principais realizações de Barack Obama. Entre elas estão o fechamento do acordo nuclear com o Irã e a ampliação da  política externa e do comércio internacional.

Para entendermos melhor o que pode acontecer nos próximos anos: o muro ao longo da fronteira entre EUA e México pode ser utópico  de construir e os milhões de imigrantes sem documentos nos EUA podem não ser deportados imediatamente. Porém, os EUA têm o papel de promover maior integração comercial mundial e essa relação pode ser abalada com parceiros comerciais como a China através da imposição de tarifas punitivas de 45% sobre as mercadorias.

Outro ponto preocupante é que, em um de seus discursos, Donald Trump disse que o acordo entre Estados Unidos e Irã, para impedir que a república islâmica possua armas nucleares, seria, no mínimo, reestruturado. Trump já declarou que estava aberto a que o Japão e a Coreia do Sul desenvolvam arsenais nucleares visando conter a agressão da Coreia do Norte e reduzir os encargos dos EUA quanto à defesa dos dois países. Vale ressaltar que o EUA é, hoje, o maior detentor de armas nucleares no mundo.

O presidente eleito também é contra outros acordos internacionais que para ele são nocivos para os EUA. Citamos como exemplo  a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte),  cujo tratado  considera obsoleto e dispendioso, pois visa defender países cujos seus partidários “nunca ouviram falar”. O mesmo acontece com o acordo de Paris, que reza sobre programas e planos de combate ao aquecimento global. O povo americano também poderá sofrer com a política exibicionista de   Trump. O presidente eleito já aderiu à promessa republicana de que as reformas da saúde lançadas pelo democrata  Obama, o ObamaCare, devem ser desfeitas e substituídas.

Há três razões para o mundo estar receoso quando ao novo presidente americano: o temperamento errático de Trump; suas constantes mudanças de opinião com relação à política do Oriente Médio; e o mais importante, seus instintos isolacionistas.A vitória de Trump gerou alarme, choque e pavor. Trump se referiu ao presidente russo Vladimir Putin com admiração, e disse que a votação britânica de junho de 2016 pela saída da União Europeia foi “algo admirável”.

Infelizmente, resta ao mundo aguardar o que acontecerá nos próximos anos. Aguardar e torcer para que o senso e a tolerância estejam presentes no mandato do novo presidente americano.


Tecnologia e o futuro do mercado de trabalho

por qua, 09/11/2016 - 17:06

Não é nenhuma novidade que, a cada dia, surgem novas tecnologias que mudam a vida das pessoas causando o que chamamos de "impactos sociais". Essas tecnologias repercutem nos processos, na qualificação da força e nas próprias condições de trabalho, além de influenciar na saúde do trabalhador e, consequentemente, nas políticas de ocupação, afetando diretamente a questão do emprego. 

Se pensarmos nas consequências da tecnologia no mundo do trabalho e na sociedade, teremos um contrassenso: a tecnologia chega para promover a simplificação dos processos através das máquinas, porém, aumenta a complexidade das mesmas. Em contrapartida, temos uma redução do trabalho manual, mas que nem sempre resulta em um processo de capacitação do trabalhador para utilizar a tecnologia.

Mas, o que irá acontecer? A tecnologia vai acabar com o trabalho humano? Estudos recentes revelam que 47% dos empregos nos EUA são considerados sob ameaça de extinção por substituição tecnológica.  Ao mesmo tempo, estima-se que 65% das crianças que hoje entram nas escolas, provavelmente irão trabalhar em funções que atualmente não existem, graças ao desenvolvimento da tecnologia.

Há um trecho de Martin Ford, em Rise of the Robots: Technology and the Threat of a Jobless Future, que diz: “Imagine uma economia completamente automatizada, onde quase ninguém terá um trabalho (ou rendimento) e em que as máquinas farão tudo. Muito antes de atingirmos esse ponto, os modelos de negócio concebidos para os mercados de massas já serão insustentáveis. De onde virá o consumo? E, se ainda existir uma economia de mercado, por que razão a produção deverá continuar se não existirem consumidores viáveis que possam adquirir o seu output?”.

A edição recente da revista Veja trouxe uma entrevista com Erik Brynjolfsson, diretor do Centro de Negócios Digitais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sobre este tema. Erik é enfático ao dizer que “A crescente substituição do trabalho humano pelas máquinas deverá fazer com que metade das ocupações que existem hoje desapareça no prazo de uma ou duas décadas”.

Pode-se dizer que a tecnologia vem transformando radicalmente a forma de  trabalho humano, e por conta disso mister se faz nos adequarmos a esta nova realidade.  Ela cria oportunidades econômicas que não tínhamos imaginado antes, cria novas funções e permite trabalhos remotos e espaços de co-working.  

Todas as mudanças tecnológicas já ocorridas e que já estão impactando o trabalho humano representam apenas uma pequena parte  do que iremos viver nos próximos 20 anos. Novas tecnologias, ambientes de trabalho conectados virtualmente e em vários lugares, sistemas inteligentes de gestão de energia, inteligência artificial, etc. Em um mundo cada vez mais conectado, em que há milhares de dados em circulação pelo uso dos smartphones e dos computadores, é preciso olhar para o futuro e se adaptar à evolução tecnológica. É preciso aprendizado contínuo.

O primeiro passo é readaptar a educação visando a profissionalização para esse novo mundo que se constrói, com novas carreiras. A capacidade humana ainda faz diferença e há questões que apenas a habilidade dos homens é capaz de resolver. O mais importante é como iremos nos preparar para utilizar esses recursos da melhor forma possível.


Mais alfabetização, mais desenvolvimento

Faz-se estritamente necessário lembrar que, se no passado a educação condicionou a prosperidade dos países, ainda o faz no presente e fará no futuro

por ter, 18/10/2016 - 10:21

O número de crianças fora das escolas ainda é um dos problemas mais graves no nosso sistema de educação. Em todo o Brasil, há 5.577.430 crianças na educação infantil, 22.756.164 estudantes no ensino fundamental e outros 6.811.005 no ensino médio.

Entretanto, ainda é preciso alcançar 600 mil crianças de 4 e 5 anos que ainda não tem atendimento escolar, número que representa 17,3% da população nesta faixa etária quando comparado os dados do IBGE e as matrículas colhidas pelo Censo Escolar em 2014. Ainda de acordo com o Indicador, os dados tornam-se mais preocupantes quando falamos dos jovens: há 1,6 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola. 

Também é preocupante a taxa de analfabetismo, que atinge 13 milhões de brasileiros ou 8,7% da população acima de 15 anos e os dados relacionado ao analfabetismo funcional - pessoas que apesar da capacidade de ler frases curtas, não desenvolvem a habilidade de interpretar textos e de fazer as operações matemáticas - que atinge 17,6% dos brasileiros.

Caros leitores, é pesaroso registrar que a Região Nordeste manteve-se com a taxa de analfabetismo funcional mais alta no País, 27,7% em 2013 e 27,1% em 2014.  A principal redução foi verificada na Região Norte, passando de 21,6% para 20,4%. Já  as Regiões Sudeste e Sul também continuam a apresentar os indicadores mais baixos, 12,7% e 13,8%, respectivamente.

No que diz pertinência ao assunto, cabe sugerir uma reflexão: o nosso PIB é maior do que o da Suíça, país com pouco mais de sete milhões de habitantes. Entretanto, não possuímos a mesma qualidade de vida dos suíços, que tem menos de 1% de analfabetos no país.

De logo, cumpre-nos salientar que países europeus possuem alto grau de alfabetização de sua população. Desta vez, citando a Irlanda, 99% da população é alfabetizada. Ainda pela Europa, a Grécia, que apesar da forte crise econômica atual, tem apenas 2,9% de analfabetos.

Voltando aos resultados  do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf), menos de 30% da população brasileira é considerada plenamente alfabetizada e apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas no Brasil e 38% da população com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita.

Estamos evoluindo pouco. Faz-se estritamente necessário lembrar que, se no passado a educação condicionou a prosperidade dos países, ainda o faz no presente e fará no futuro. A educação é ainda mais importante hoje. Só e apenas ela é capaz de garantir o sucesso e desenvolvimento em um sistema marcado por incertezas e instabilidades econômicas.

Já dizia Paulo Freire, “A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Sempre citamos a educação como principal pilar do desenvolvimento de qualquer país, e com o Brasil não é diferente.

Diante dessas afirmações, certamente, estamos muito distantes de sermos uma nação rica no mundo globalizado. O que falta ao Brasil é instituir, como prioridade, um sistema de educação eficiente, voltado para o mercado. É preciso abandonar a teoria do quadro, giz e livros e buscar diminuir o atraso que existe em relação ao uso de novas tecnologias.


Aos mestres do Brasil

Janguiê Dinizseg, 10/10/2016 - 10:02

Um bom professor tem um papel fundamental na vida do seu aluno. Todos nós temos alguma lembrança boa de um profissional que foi um mestre na nossa infância ou até na faculdade. Seja o “tio” ou “tia”, “professor”, “prof.” ou “mestre”, todos aqueles que trabalham com educação, na educação infantil, Ensino Fundamental ou Ensino Superior, está ajudando a formar cidadãos que construirão a sociedade em que vivem. 

O professor é uma das profissões mais antigas e mais importantes pelo seu papel na formação de crianças, jovens e adultos. Professor é aquele que ensina, que transmite conhecimento, é essencial para a formação do ser humano. Professores são mestres que levamos pela vida afora. Ser professor é viver o seu tempo com sensibilidade e consciência. É saber lidar com as diferenças, ter flexibilidade e ajudar o seu aluno a refletir. É ser um difusor do saber. 

Tenho orgulho de ter sido professor de centenas de alunos e sei que todos aqueles que decidem por seguir a docência também se sentem assim. A humanidade precisa de educadores que possibilitem transformar as informações em conhecimento e em consciência crítica, para formar cidadãos sensíveis e que busquem um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. 

Infelizmente, apesar da importância, os professores ainda não têm a valorização que merecem em nosso país. A grande maioria entra em salas de aula com estruturas precárias e tem salários baixos. Além disso, os cursos de Pedagogia não preparam os profissionais para lidar com problemas como violência, indisciplina e dificuldades de aprendizagem. A forma com que se trata o professor é um dos primeiros problemas que hoje enfrentamos para atrair alguém para dar aula no Brasil.

O Plano Nacional de Educação (PNE) dedica quatro de suas 20 metas aos professores: prevê formação inicial, formação continuada, valorização do profissional e plano de carreira. Para que se tenha uma dimensão do trabalho que o país tem pela frente, entre os 2,2 milhões de docentes que atuam na educação básica do país, 24% não possuem a formação adequada, conforme dados do Censo Escolar 2014. 

Durante a minha trajetória acadêmica, aprendi que o professor tem um poder que nenhum outro profissional tem. O professor pode mudar uma vida e não há profissão mais bonita nesse mundo. Entendendo, que uma sociedade desenvolvida, é uma sociedade esclarecida e o esclarecimento vem, principalmente, através dos professores. Para tal, é preciso, em primeiro lugar, a valorização desses profissionais.  A decisão sobre como devem ser formados os novos profissionais impacta no projeto educacional de qualquer nação.

Rui Barbosa, em uma de suas citações, disse aos professores:  “Se és capaz de aceitar teus alunos como são, com suas diferentes realidades sociais, humanas e culturais; se os levas a superar as dificuldades, limitações ou fracassos, sem humilhações, sem inúteis frustrações; se os levas a refletir mais do que decorar; se te emocionas com a visão de tantas criaturas que de ti dependem para desabrochar em consciência, criatividade, liberdade e responsabilidade, então podes dizer: sou mestre!”. Hoje, entretanto, precisamos dizer: “Obrigado!” aos nossos professores. Obrigado pelos esforços, pela paciência e por terem sido e serem tão importantes na nossa formação. Obrigado por nos fazerem repensar o nosso lugar no mundo, e a importância do nosso modo de estar no mundo.


ABMES, 34 anos de lutas e vitórias

Janguiê Dinizqui, 01/09/2016 - 16:47

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior – ABMES completa 34 anos de história. Uma trajetória que, inicialmente foi construída por um grupo de 32 mantenedores liderados pelo ilustre professor Cândido Mendes de Almeida, que, na década de 1980, decidiu criar uma associação que representasse a categoria nacionalmente e que lutasse pelos interesses das instituições de ensino superior particulares.

Desde então, o grupo cresceu e chegou aos mais de 1200 mantenedores e mantidas que, hoje, estão unidos para debater e buscar melhorias contínuas, não apenas para o setor de ensino superior particular, mas também para a sociedade brasileira que necessita de acesso contínuo à educação. Ao longo desses 34 anos, o trabalho da ABMES é de contribuições assertivas nas discussões e no encaminhamento de grandes temas pertinentes ao desenvolvimento da educação, buscando, sempre, propostas viáveis ao governo e garantindo que os mais de sete milhões de estudantes do setor continuem sendo beneficiados.

Desde a sua fundação, a primeira e principal finalidade da ABMES consagrada em seu estatuto, consistia, e consiste até hoje, em:  “postular pelos direitos e interesses das entidades mantenedoras associadas ou filiadas”, inclusive judicialmente. É importante ressaltar a relevância do papel da ABMES e de seu primeiro presidente na conquista do preceito constitucional de que “o ensino é livre à iniciativa privada” (art. 209 da Constituição Federal), respeitadas as leis gerais da educação bem como todo aparato de avaliação e regulação definido pelo poder público. Estava-se, com total certeza, escrevendo a história do setor.

Sob a direção do professor Edson Franco, seu segundo presidente, que permaneceu no cargo também por três mandatos (1994/2004), a ABMES ganhou robustez acadêmica, produziu estudos e pesquisas, auxiliou na formulação de políticas públicas e criou a Editora ABMES. Em sua gestão foi definida e consolidada a política institucional que nortearia as ações da ABMES. Com Édson Franco, a ABMES viveu um forte período de expansão, após a consolidação de diretrizes elaboradas na gestão de Cândido Mendes. Em 12 anos, o número de associados foi multiplicado em dez vezes. Édson teve o mérito de transformar a ABMES em um reconhecido e privilegiado espaço de debates sistemáticos sobre o ensino superior no país.

Na gestão do brilhante professor Gabriel Mário Rodrigues, seu terceiro presidente, que conduziu os destinos da ABMES por quatro mandatos (2004/2016), a nossa associação amadureceu seus conceitos e profissionalizou sua gestão. Ao longo destes 12 anos, a instituição estabeleceu diálogo harmonioso com os órgãos do governo, promoveu seminários mensais com temas de interesse dos associados, incrementou as ações da Editora ABMES com a publicação periódica de inúmeros títulos e também realizou pesquisa nacional sobre as pequenas e médias instituições de ensino superior.

O trabalho da ABMES tornou-se essencial para a educação superior brasileira e, ao longo destes 34 anos de atividades, vem orgulhando seus associados com suas estratégias e posição de coragem em defesa do ensino particular. Muitos desafios foram levados ao MEC com intuito de garantir o espaço de negociações junto ao governo. Inúmeras conquistas foram alcançadas e tantas outras ainda são necessárias.

Em todos esses anos foram inúmeras mobilizações, estudos, pesquisas e encaminhamentos, sempre com intuito de representar, da melhor forma possível, o setor de educação e assegurar o cumprimento do papel do Estado de promover e garantir a democratização do ensino, seja através de incentivos  aos estudantes carentes que não conseguem acesso ao ensino público ou por meio dos programas de financiamento estudantil.

Além do trabalho com a educação, a ABMES busca a valorização social através de iniciativas como a Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular, a valorização de iniciativas inovadoras das instituições, o reconhecimento de personalidades que têm contribuído para a educação brasileira através dos prêmios Top Educacional Professor Mário Palmério, Milton Santos de Educação Superior e os Concursos de Vídeos sobre as ações das instituições. Tudo isso não apenas para valorizar a imagem da Associação, mas para que a comunidade, o Governo e a sociedade conheçam os trabalhos de grande valor, realizados  pelas instituições de ensino superior particulares.

Nos últimos 12 anos, estive acompanhamento de perto o trabalho da ABMES, seu desenvolvimento e sua preocupação com as necessidades dos mantenedores associados, mas não apenas com eles. O que diferencia a ABMES das outras entidades do setor não é apenas o seu tamanho, é a sua preocupação com o desenvolvimento e manutenção da educação e da sociedade brasileira.

A ABMES realizou intenso trabalho gerador de propostas ao Projeto de Reforma da Educação Superior (PL nº 7.200/2006) nas gestões dos Ministros Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad. Participou ativamente das discussões e debates sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) – 2011/2020, desde o início do processo em 2010, estando presentes em audiências públicas, em reuniões e seminários para apresentar as propostas do setor privado. Além de ter papel fundamental nos debates de incremento e melhorias dos  programas como ProUni e Fies.

Hoje, o ensino superior particular é responsável por 80% das matrículas do setor, isso demonstra a importância e necessidade de atuação da ABMES para o desenvolvimento da educação no Brasil. Como presidente da ABMES para o triênio, acredito que a valorização da tradição da ABMES, conjugada à inovação científica e tecnológica, ao empreendedorismo e à ousadia corajosa, independente, autônoma, responsável e ética em defesa dos direitos e interesses dos mantenedores do ensino superior particular, ainda trará inúmeros benefícios e reconhecimento ao trabalho tão primoroso realizado durante todos esses anos de atuação.

A ABMES está completando 34 anos de lutas e me sinto orgulhoso em fazer parte dessa história. Muito já foi feito e ainda há muito para se fazer. Parabéns ABMES. Parabéns a todos que contribuíram e contribuem com a maior associação de mantenedores de ensino superior do Brasil.


Reino Unido fora da União Europeia, e agora?

Janguiê Dinizsex, 19/08/2016 - 16:05

Em uma promessa de campanha, o primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron, garantiu a realização de um referendo consultando a população sobre a vontade de permanecer, ou não, na União Europeia por acreditar que a resposta seria positiva. O problema é que existia uma insatisfação por parte da população em torno de condições exigidas para permanecer como membro do bloco.

O resultado da decisão foi um pedido de desfiliação do Reino Unido da União Europeia (UE). A continuidade do processo depende do Conselho Europeu, que pedirá a Comissão Europeia para negociar o acordo de saída e que, para ser concretizada de fato, precisa do aval unânime dos 27 países integrantes do bloco. Isso pode durar ao menos 2 anos. Além de consequências nacionais, a decisão pode afetar no mundo todo as esferas política, econômica e social.

Os desdobramentos dessa decisão são inúmeros e podem afetar não apenas o Reino Unido, mas o mundo. No campo político, o primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou que irá deixar o cargo em outubro, visto que é contra a saída do Reino Unido da UE. O resultado do referendo também pode causar conflitos internos no Reino Unido. A Escócia e Irlanda do Norte votaram por permanecer na UE e os políticos nacionalistas dos dois países já sinalizaram que pretendem trabalhar por um referendo para se separarem do Reino Unido.

O desgaste político com essas duas nações parece ser o ponto central e mais preocupante para o Reino Unido. Há cerca de um ano, a população escocesa votou em um referendo sobre a possibilidade de se desmembrar e sair da influência política exercida pela Inglaterra naquela região. Não houvesse acontecido, antes da votação, a visita e persuasão de David Cameron junto aos governantes do país, a Escócia teria deixado o Reino Unido. No caso da Irlanda, os entreveros remetem a fatos históricos do passado, mas que ainda refletem na relação política entre esses países.

Para a União Europeia, a saída do Reino Unido enfraquece o bloco no cenário mundial. Além de ser uma das principais potencias do bloco, isso significa perda de influência política, eles são responsáveis pelo quinto maior gasto militar do mundo. As consequências também recaem na política externa, devido aos laços estreitos com os Estados Unidos que devem sofrer desgaste. As restrições e uma diminuição acentuada da imigração de trabalhadores podem levar à falta de mão-de-obra na área da construção civil e em outros serviços.

O desfecho dos próximos capítulos ainda é uma incógnita. O estabelecimento de uma relação mais estável com o mercado global, tanto da União Europeia quanto do Reino Unido, ainda vai percorrer um longo caminho. Uma situação semelhante com a possível quebra do bloco ocorreu em 1975, mas foi derrubada com larga vantagem. O resultado ultrapassa o cunho político e fortalece as bases que buscam caminhos mais sólidos.


A vez da energia limpa

Janguiê Dinizseg, 08/08/2016 - 15:14

É na crise que surgem as grandes oportunidades.

Muito tem se falado da crise econômica que assola o país deixando milhares de desempregados e causando recessão em vários setores da economia. Entretanto, apesar do atual quadro econômico, a frase com a qual abri esse texto é uma realidade para o setor de energia limpa, como as de geração de energia eólica e solar, que continuam mostrando dinamismo e projetando crescimento para os próximos anos, registrando bons níveis de desenvolvimento e atraindo investidores.

O Brasil é o sétimo país do mundo que mais investe em energia limpa e o sexto mais atrativo devido às condições naturais. Atualmente, somos o quarto maior produtor de energia eólica no mundo, ficando atrás apenas da China, Alemanha e Estados Unidos, respectivamente. Entretanto, essa não é a principal fonte energética do nosso país.

A liderança energética no Brasil ainda é da energia hídrica, que responde por 66,7% da produção, seguidos por combustíveis fósseis (17,5%), biomassa (8,8%) e energia nuclear (1,3%), segundo dados da Aneel. Vale ressaltar que a energia eólica é a segunda fonte mais barata, sendo superada apenas pela hídrica, e apesar disto, hoje, representa apenas 5,81% da produção.

Além de garantir a segurança do sistema elétrico, os baixos custos fazem a energia eólica ser altamente competitiva. Tal informação tem respaldo nos resultados de crescimento global do setor, que, mesmo em tempos de crise, colocou o Brasil na 10ª posição no ranking mundial de capacidade instalada em 2015. Foram R$ 20 bilhões em investimentos e 41 mil empregos gerados.

É impressionante o nível de crescimento dos segmentos eólico e solar, que crescem a taxas de dois dígitos por ano e, com alto potencial de expansão. Juntos, ambos devem criar 828 mil empregos até 2020. Além dos estímulos públicos e de compromissos ambientais internacionais, o fator que está gerando esse grande crescimento é a redução no custo de implantação, graças ao ganho de escala e inovações tecnológicas. 

A iminência de uma crise climática coloca desafios sem precedentes a todas as nações. Há um forte movimento mundial para se reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, como o carvão mineral, gás natural e o petróleo, e aumentar a participação das energias renováveis.

De acordo com o Greenpeace, o Brasil pode ter sua matriz energética majoritariamente limpa até 2050. Segundo o relatório [R]evolução Energética, daqui a aproximadamente 30 anos, a matriz pode contar com 66,5% de fontes como vento, sol e biomassa para alimentar os setores elétrico, industrial e de transportes.

O alto índice de crescimento do setor de energia limpa é justificado por uma série de fatores, não apenas a crise econômica e o baixo custo de produção. O segmento tem unido todas as características que propiciam o desenvolvimento em qualquer setor: baixo custo, oportunidade, tecnologia e projeção de longevidade do negócio.

O Brasil tem recursos naturais de sobra para se tornar uma potência energética limpa. Ao contrário do que acontecia no passado, as energias renováveis – em especial a solar e eólica – são mais competitivas que o carvão e ainda utilizam recursos locais e criam mais empregos. Utilizar a energia renovável agora é mais uma vantagem econômica e capaz de reduzir a dependência de combustíveis importados.

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