Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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Indagações para o futuro

Janguiê Diniz, | sex, 17/10/2014 - 16:02
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A agenda da disputa presidencial sugere consensos. No primeiro turno, os três principais candidatos, Marina Silva, Aécio Neves e Dilma Rousseff, abordaram no debate eleitoral temas, desafios e problemas semelhantes. Entretanto, Marina Silva, tentou incentivar os sonhos de uma nova prática política entre os eleitores. Sonhos de um Brasil melhor. Mas, os brasileiros não aceitaram as sugestões da candidata do PSB e ela não conseguiu chegar ao segundo turno.

Aécio e Dilma disputam o segundo turno. Aécio convoca o eleitor para a mudança. Entretanto, para qual mudança? O candidato do PSDB aborda, acertadamente, o tema da corrupção e apresenta as suas meritórias ações quando era governador de Minas Gerais. Aécio mostra os desafios do Brasil: inflação fora da meta e reduzido crescimento econômico. Entretanto, não diz como trará a inflação para a meta e nem apresenta caminhos para a retomada do crescimento.

Dilma fala excessivamente do passado. Ela apresenta as ações importantes da era Lula e do seu governo nos âmbitos da inclusão e proteção social. Porém, a candidata do PT não fala do Brasil do futuro. Assim como Aécio, ela não mostra soluções para a inflação fora da meta e ações para o País voltar a crescer pujantemente. O tema da corrupção é abordado por Dilma. Contudo, soluções para a corrupção na Petrobrás não estão sendo apresentadas. Tanto Aécio quanto Dilma não sugerem caminhos para o futuro do Brasil.

Mudar para onde? Esta deve ser a pergunta do eleitor indeciso para Aécio. E, qual será o futuro do Brasil? Certamente, esta é a pergunta do eleitor indeciso para a candidata do PT. Campanhas eleitorais requerem o uso da emoção e devem prestar contas das ações dos candidatos à reeleição. Mas, não apenas isso. As campanhas eleitorais precisam apresentar caminhos para o futuro. Todos nós queremos saber qual será o nosso futuro.

Em 2015, a inflação brasileira diminuirá, ficará estável ou aumentará? Qual será o crescimento econômico do Brasil nos próximos quatro anos? As empresas estatais e agências reguladoras terão os seus cargos preenchidos em razão do mérito do indicado ou em virtude da importância do partido que lhe indicou? Os empresários serão convocados pelo presidente da República para cooperar com o crescimento econômico? A previdência pública será reformada ou a discussão em torno dela ficará restrita a extinção ou a manutenção do fator previdenciário? Quais serão os meios utilizados para a expansão do ensino superior privado e a qualificação da educação básica?

As respostas para essas perguntas construirão o Brasil do futuro. Mas, se elas não foram dadas pelos presidenciáveis e, em especial, pelo próximo presidente da República, a economia perderá vigor e os programas sociais serão enfraquecidos. 

A epidemia de Ebola

Janguiê Diniz, | sex, 10/10/2014 - 12:02
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Em meados da década de 70, um vírus desconhecido causou 431 mortes e atingiu 90% de mortalidade dos infectados. Altamente transmissível e mortal, o vírus foi chamado de Ebola. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995, com 254 óbitos; em 2000 e 2007, com 224 mortes cada, todos na África.

Desde dezembro de 2013, a África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado na história. Já são mais de 2.800 mortes e 5.800 casos identificados, apenas nesta região. Além disso, o vírus já ultrapassou as fronteiras, atingindo, inclusive, outros continentes. O mais preocupante é que, quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus.

A primeira pergunta que nos fazemos é: como um vírus descoberto há tantos anos consegue ser tão devastador, provocando tantas mortes em um curto período? Para os especialistas, o grande problema do vírus ebola é que, além da alta letalidade, ele apresenta facilidade de transmissão, sendo o contato com os fluidos, como sangue, urina e suor do paciente, suficiente para a contaminação. 

Há também outro problema envolvendo o ebola: as crenças locais. Nos países africanos, é comum lavar o corpo no momento do enterro e este simples ato permite a transmissão da doença, uma vez que, mesmo após a morte, o paciente continua com o vírus e o contato direto sem proteção é um grande risco. 

Então, como combater a epidemia? Nos Estados Unidos, dois infectados conseguiram a cura com o uso de um tratamento experimental e pelo menos duas vacinas experimentais parecem dar resultados. No entanto, mesmo que essas vacinas sejam disponibilizadas em novembro, até lá já teremos mais centenas ou milhares de mortes. É necessário o isolamento imediato dos infectados para conter a propagação do vírus. 

Infelizmente, a epidemia atual do ebola só mostra a ineficiência nos sistemas de saúde africanos e o primeiro passo para o controle da infecção é a conscientização. As pessoas precisam perder o medo e entender que roupas especiais precisam ser utilizadas pelos profissionais para que um tratamento correto possa ser efetuado. 

Tratamentos sintomáticos precisam ser realizados nos doentes como tentativa para minimizar o alto número de mortes. Para isso, a África Ocidental precisa da ajuda dos outros países, já que não há médicos ou clínicas suficientes. A luta contra o ebola é uma preocupação mundial e o trabalho de organizações humanitárias, como a Médico Sem Fronteiras, precisa ser intensificado.

Apesar da suspeita que de que o Brasil tenha registrado o primeiro caso do vírus, trazido por um missionário da Guiné, esperamos que esta doença devastadora não ultrapasse as nossas fronteiras. Infelizmente, o número de casos só aumenta a cada dia. É essencial que as autoridades mundiais da saúde se unam em busca de descobrir um tratamento rápido e eficaz contra tão mal tão ameaçador.

A prioridade dos candidatos

Janguiê Diniz, | qui, 02/10/2014 - 12:02
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As vésperas das eleições e com um quadro ainda não definido para o segundo turno presidencial, ainda há milhões de eleitores que estão sem voto definido. São estes eleitores, descrentes na política e sem confiança no discurso dos candidatos, que viraram o alvo dos presidenciáveis.

Na mais recente pesquisa eleitoral presidencial em 2014 realizada pelo Ibope encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo", divulgada dia 30 de setembro, 7% dos eleitores declararam votar em branco ou nulo e outros 7% não souberam responder, totalizando 14% dos votos. Um número que pode mudar o rumo e o resultado final das eleições.

Mas, o que querem esses eleitores e como os candidatos podem conquistar esses votos? A resposta é fácil e compreensível: mudanças. Para esses eleitores não é uma questão de partidos ou ideologias. Para eles, a única certeza é sobre os problemas que precisam ser combatidos, seja por uma reeleição ou um novo presidente. Sucessivas pesquisas de opinião feitas nos últimos anos apontam a saúde, a segurança e a educação como as maiores prioridades do eleitor. Os candidatos que tiverem as melhores propostas nessas áreas, sem dúvidas, levarão os votos.

Quando voltamos aos protestos de 2013, que levantaram as bandeiras sobre o combate à corrupção e outros problemas, eles estão sendo pouco lembrados. Nos debates, os candidatos Dilma Rousseff, Marina da Silva e Aécio Neves pouco falam em seus programas de governo sobre mecanismos de prevenção e combate à corrupção. Já os temas como a independência do Banco Central, o casamento gay e a política externa, que estão sendo exaustivamente debatidos nas propagandas dos candidatos à Presidência, não estão entre as prioridades do eleitor.

Infelizmente, o que temos visto nos debates eleitorais não é a exibição de propostas, mas sim uma troca de farpas e ataques que em nada engrandece os programas ou esclarecem os eleitores. Na educação, os candidatos parecem pouco preocupados em formar alunos em condições de excelência, como é sonhado pela maioria da população.

Já no que se refere à saúde, há poucas propostas para solucionar os problemas. Na maior parte, apenas se fala da construção de novas unidades, sem pensar em modelos de gestão ou melhoria na distribuição de recursos.

Esta semana ainda acontecem vários debates. É preciso que os candidatos deixem de lado a postura arrogante, irônica e, por vezes, debochada com os concorrentes e respondam as perguntas pensando no povo. Queremos ver propostas contundentes e que não visem apenas o poder de ser um presidente da república, mas sim, a responsabilidade de trabalhar em pro de uma nação.

A despedida de Abelardo da Hora

Janguiê Diniz, | qui, 25/09/2014 - 09:39
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O ano de 2014 leva mais um grande nome da cultura brasileira. Desta vez, nos deixa o escultor, desenhista, ceramista, gravador e poeta, Abelardo da Hora. Mais um pernambucano que ganhou o mundo com sua arte e fez exposições em vários países da Europa, na Mongólia, na Argentina, em Israel, na antiga União Soviética, na China e nos Estados Unidos.

Apesar de ter sido, no começo da carreira, influenciado por Cândido Portinari, ele afastou-se de qualquer referência ou influência anterior e começou a construir um estilo próprio e que logo caiu no gosto do povo. As obras de Abelardo tornaram-se inconfundíveis. Ele era um apaixonado pela figura feminina e pelo povo.

Abelardo despertou para arte por coincidência, quando entrou, por acaso, na Escola Técnica da Encruzilhada e concluiu o curso de Artes Decorativas. No entanto, não acredito em coincidência. Abelardo se tornou o que era em sua essência: um dos pilares da arte moderna em Pernambuco.

As esculturas de Abelardo estão espalhadas pelo Recife, no entanto, é na sua casa que está a maior parte das suas obras. O artista trabalhava e vivia no mundo que ele mesmo criava. Quem olhava aquele pequeno homem, enxergava um jeito doce, a tranquilidade e a simplicidade de quem tinha prazer em viver e trabalhar.

Da Hora era um exemplo de vitalidade. Com mais de 1.800 obras e aos 90 anos, ele se preparava para novos trabalhos. Abelardo foi comunista, fundou a Sociedade de Arte Moderna do Recife, contou que foi preso mais de 70 vezes, inclusive durante o golpe militar, foi secretário de educação e tantas outras coisas. Mas, o mais importante, Abelardo da Hora foi e é história.

E, se a arte de Abelardo da Hora é, desde o começo, feita de amor e solidariedade, ele dedicava o seu amor às mulheres através das esculturas e a solidariedade vinha da inspiração que o povo e a vida popular lhe davam. Uma das séries mais famosas do escultor, “Meninos do Recife”, foi inspirada no sofrimento e na miséria do povo, e eternizada em esculturas expressionistas.

O último traço da genialidade de Abelardo da Hora foi sobre o futebol. A peça ‘O Artilheiro’ está imortalizada na entrada da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, sua cidade natal. Com um título sugestivo, a estátua simboliza o artista que sempre fez “gols” em todos os seus trabalhos. Em um ano tão marcante, perdemos mais um grande artista e inspirador.

Os problemas na educação brasileira

Janguiê Diniz, | qua, 17/09/2014 - 09:25
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Já se tornou lugar comum os brasileiros relatarem a precariedade da educação como um dos principais problemas do País. E esta opinião não se refere apenas a determinadas regiões, mas ao Brasil como um todo. De fato, o sistema educacional brasileiro não tem sido capaz de preparar os jovens para compreender textos simples, executar cálculos aritméticos básicos e outras ações simples que deveriam ser feitas pelas escolas fundamentais.

Por várias vezes já citamos que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem educação é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A educação é o ponto principal de qualquer construção do futuro.

Recentemente, foram publicados três indicadores sobre a educação e, mais uma vez, os resultados gerais ficam abaixo das metas modestas estabelecidas pelo governo federal. Houve estagnação no Ensino Médio; de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), quando falamos em gastos com os alunos, o Brasil está atrás de países como México e Chile; e diminuiu o número de formandos no Ensino Superior. Falando sobre o ensino superior, o total de novas matrículas recuou 0,2%, principalmente devido a redução da oferta de vagas a distância. O mesmo aconteceu com o número de concluintes, que caiu entre 2012 e 2013 em 5,7%.

Em Pernambuco, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mostraram uma grande escalada do Estado no ranking nacional do ensino médio, passando da 16ª para a 4ª colocação na rede estadual. Já em Minas Gerais, há escolas que estão por vários anos entre as melhores e o segredo é simples: todos os projetos obedecem a um diagnóstico contínuo, dentro de um planejamento bem feito e avaliação permanente.

Tem uma frase do educador Paulo Freire que diz: “Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar”. O primeiro passo para melhorar o nível das nossas escolas é através da melhoria dos nossos professores. São eles que vão garantir a conjugação de quatro verbos que são capazes de manter o bom desempenho dos alunos e mudar a educação no Brasil: planejar, monitorar, avaliar e corrigir. 

A oferta de ensino de qualidade é prevista pela Constituição, no entanto, não há punições previstas para o descumprimento da lei. A educação brasileira só será considerada boa quando garantir a todos o direito de aprender e para isso é preciso a colaboração dos três entes federativos: municípios, Estados e União.  Ao mesmo tempo, mais investimentos devem ser feitos e essa verba precisa ser utilizada de forma mais eficiente.

Salvem a Petrobras

Janguiê Diniz, | qua, 10/09/2014 - 12:22
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Salvem a Petrobras! Salvem a maior empresa da América Latina, a quarta maior empresa petrolífera de capital aberto do planeta e a quarta maior empresa de energia do mundo. Este não é um pedido isolado. Este é o pedido da população brasileira.

 Nas últimas semanas inúmeros escândalos envolvendo a Petrobras e sua gestão têm sido veiculados no Brasil e, também, no mundo. Recentemente, li o texto publicado pela Financial Times, no Blog de Nick Butler, intitulado ‘The problems with Petrobras’. Para minha surpresa, a quantidade de pontos negativos relatados sobre a empresa é muito superior aos pontos positivos.

A empresa é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultra profundas. Essa potencialidade fez com que, em 2007 e 2008, com as descobertas do pré-sal, a empresa decolasse como uma das principais vitrines do governo brasileiro e se tornasse uma das maiores petrolíferas do mundo. No entanto, com gastos descontrolados, não há expectativa de que a empresa cumpra com os planos de desenvolvimento programados.

A verdade é que a Petrobras vem perdendo no item confiança dos seus investidores, principalmente porque ela tem sido usada como um instrumento de disputa política e isso, aliado ao baixo desempenho, acaba prejudicando a imagem do Brasil no exterior. É claro que, mundialmente falando, a Petrobras não é grande o suficiente para causar problemas econômicos, já que os antigos campos de petróleo continuam produzindo.

Alguns analistas apontam que um dos principais problemas econômicos da Petrobras é o controle no preço da gasolina e no diesel, que é feito pelo governo para evitar um aumento da inflação. Como o Brasil consome mais petróleo do que produz, a Petrobras é obrigada a importar o produto, no entanto, o valor que paga no mercado internacional não pode ser totalmente repassado para os consumidores porque isso gera uma pressão inflacionária.

Foi em 2010, que a Petrobras ficou conhecida internacionalmente por efetuar a maior capitalização em capital aberto da história: 72,8 bilhões de dólares (127,4 bilhões de reais), praticamente o dobro do recorde que, até então, era da Nippon Telegraph and Telephone (NTT), com 36,8 bilhões de dólares capitalizados em 1987. Mas, a dívida líquida da Petrobras subiu 50% em 2013 - de R$ 147,8 bilhões para R$ 221,6 bilhões, o que fez a estatal brasileira se tornar a mais endividada entre as grandes empresas de petróleo e gás.

Mesmo com um panorama negativo, nem tudo está perdido. A Petrobras continua descobrindo enormes volumes de petróleo e gás, colocando a costa brasileira entre uma das novas áreas mais prolíficas do planeta.  No campo de Lula, por exemplo, estima-se que seja possível atingir a produção de 8 bilhões de barris de petróleo, o que faz dele um gigante mundial. É por isso que pedimos: salvem a Petrobras!

O que querem os brasileiros?

Janguiê Diniz, | qui, 04/09/2014 - 08:20
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Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Brasil tem 202.768.562 habitantes. O dado foi publicado no "Diário Oficial da União" e a data de referência usada foi de 1º de julho de 2014. Mais do que um dado populacional, em ano de eleições presidenciais e estaduais, a grande questão que nos rodeia é “o que querem os brasileiros?”.

O mais provável é que aquele candidato que responda a essas perguntas e tenha planos para as mudanças que nosso povo deseja, seja eleito para ocupar os cargos disputados. Claro que a vida do brasileiro mudou nos últimos anos e muito mais significativamente a vida daqueles que faziam parte das classes C e D, que passaram a ter mais crédito e mais condições de consumir. No entanto, não é o suficiente dizer que ainda é preciso melhorar a saúde, a educação, a infraestrutura e o transporte público. 

Arrisco-me a dizer que o brasileiro quer igualdade de oportunidades. Isso quer dizer que ele quer poder estudar mais, ter acesso a um curso técnico e educação profissionalizante, além do acesso à universidade. A cada dia, o brasileiro percebe que a educação pode mudar sua vida e que essa mudança resulta em novas oportunidades de emprego e melhor remuneração.

Também queremos leis mais rígidas e punição exemplar para os criminosos, tudo em prol do bem estar da população. E isto inclui punição ao crime de corrupção, que, sem dúvidas, é um dos grandes problemas que ainda impedem o desenvolvimento do Brasil e a solução de diversos problemas que ainda nos atrelam ao subdesenvolvimento.

É preciso um sistema tributário mais justo. É incompreensível que, no país com uma das maiores cargas tributárias do mundo e em que todos os anos se atinge um novo recorte de recolhimento de tributos, esta arrecadação não se reverta em uma melhoria efetiva na prestação de serviços estatais e consequentemente na realização dos direitos dos cidadãos.

Da mesma forma, é necessária uma redução de gastos e o aumento da eficiência da gestão pública. São centenas de obras públicas paradas e superfaturadas. É preciso cobrar que prazos de execução sejam cumpridos e impedir que obras que serviriam para ajudar a população acabem abandonadas.

Mas, acima de tudo, é preciso transparência. Os brasileiros precisam entender que os políticos devem trabalhar para o povo e foram eleitos para os cargos para nos representar, para lutar pelos nossos ideais. Não devemos adotar a política apenas como direita ou esquerda. Devemos entender os partidos políticos como representação de ideologias, que tem opiniões e aspirações que nós podemos nos identificar ou não. A política não deve representar um negócio, deve representar um país.

69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

Não vamos desistir do Brasil

Janguiê Diniz, | seg, 18/08/2014 - 08:09
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Milhares de pessoas foram ao Palácio do Campo das Princesas para se despedir do ex-governador Eduardo Campos. Em cada rosto era possível ver expressões abatidas, consternação, incredulidade e lágrimas. A relação de Eduardo Campos com o povo pernambucano fez da tragédia em Santos um luto coletivo. Arrisco-me a dizer que este luto ultrapassou os limites de Pernambuco e se fez no Brasil inteiro.

Eduardo Campos não foi um simples político. Ele tinha sensibilidade e entendia as necessidades do povo. Em seus governos, Campos apoiou a educação, o esporte, a cultura. Talvez seja difícil para quem não é pernambucano entender o significado de Campos para o nosso Estado.

Alvirrubro e amante do futebol como boa parte dos brasileiros, Eduardo apoiou o Sport na conquista da Copa do Brasil e o recebeu o Santa Cruz, campeão pernambucano. Foi dele a criação do programa Bolsa-Atleta – que incentiva atletas olímpicos – e a retomada do programa Todos com a Nota. Dele também as articulações e a candidatura de Pernambuco na Copa do Mundo e na Copa das Confederações.

Pequenas cidades do interior também receberam a atenção de Eduardo - receberam investimentos em escolas, hospitais e quadras esportivas. Vale lembrar que seu avó, Miguel Arraes, ainda hoje é ovacionado pelos sertanejos por suas atenção durante sua trajetória política - o programa Chapéu de palha, que empregava canavieiros, no período de entressafra, na construção de pequenas obras públicas, até hoje continua em execução.

Desde sua participação como secretário de governo no mandato de seu avô ou como deputado federal, quando criou e assumiu a presidência da Frente Parlamentar de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, Eduardo sempre incentivou a cultura. Como governador de Pernambuco, ele consolidou o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), que beneficiou a produção cinematográfica pernambucana. Eduardo compreendia a importância da cultura pernambucana, inclusive nomeando o mestre Ariano Suassuna para a pasta durante seu governo.

Como político, Eduardo Campos era conhecido pela sua competência gerencial e pelo uso do diálogo como uma ferramenta dentro das suas relações político-partidárias. Com Campos, Pernambuco teve avanços significativos nas áreas de segurança, educação, saúde e na geração de empregos. Eduardo era um político diferente, com chances reais de ser presidente da república, se não nesta eleição, na de 2018.

A última entrevista concedida por Campos foi ao Jornal Nacional, da rede Globo. Na ocasião, a equipe do programa pesquisou sobre envolvimento dele em atos de corrupção e não encontrou nada. O seu carisma e sua forte presença política eram as qualidades que certamente levariam ao crescimento da candidatura. Eduardo Campos representava, para milhões de brasileiros, a esperança de um novo tempo na política brasileira.

Sua história enriqueceu a nossa vida política, pelo exemplo de honradez, dignidade e espírito público. E, em meio às homenagens do nosso povo a Eduardo, uma frase marcou o sentimento dos pernambucanos: “Eduardo Campos, o único presidente do Brasil que não foi eleito”.

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