Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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A democratização da educação

Janguiê Diniz, | qui, 27/11/2014 - 11:06
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Quando o assunto é o acesso à escola, o Brasil vem comemorando os índices de atendimento atingidos nos últimos anos, que permitem dizer que o ensino fundamental já foi universalizado. De acordo com dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de atendimento escolar das crianças de 7 a 14 anos está acima de 90%. 

Entretanto, como está o acesso à educação pelas outras faixas etárias? Além disso, como avaliar o alto índice de evasão que o Brasil tem? Podemos afirmar que, apesar dos esforços para atender à demanda social por educação, infelizmente, a oferta ainda é restrita e nem sempre garante a aprendizagem. 

Engana-se quem pensa que a democratização da educação se limita ao acesso e à instituição educativa. O acesso é apenas a porta inicial para a democratização, mas é necessário também garantir que todos que ingressam tenham condições de permanecer nas escolas. Da mesma forma, não é a modalidade de ensino que garante a qualidade. Existem programas de ensino a distância excelentes e que podem vir a auxiliar nas metas propostas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). 

De fato, entre as ações propostas pelo PNE, a destinação de 10% do PIB do País para a educação tem sido a mais celebrada delas. Sem dúvidas, devemos comemorar esse incentivo, principalmente se ele vier para suprir disparidades como o baixo salário dos professores e a precariedade física de grande parte das escolas públicas do Brasil, principalmente as localizadas no interior dos Estados. 

Concordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos – Pisa, iniciativa da Organização para Coordenação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, quando ele afirma que um maior gasto de dinheiro não conduz, obrigatoriamente, a melhoria da educação. Oferecer educação de excelência para todos os alunos e atingir um alto nível de exigência são pontos essenciais para alcançar e, depois, manter uma educação de qualidade. 

Esse deve ser um compromisso com toda a sociedade, mas também um compromisso da sociedade. Cabe a nós, que fazemos parte dela, observar e cobrar que a destinação correta dos recursos propostos como meta do PNE, relativa à gestão democrática da escola. Infelizmente, essa meta é de difícil acompanhamento e averiguação, pois não há um indicador específico que determine seu cumprimento.

O Brasil e a crise

Janguiê Diniz, | qua, 19/11/2014 - 17:02
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Em 2008, a crise econômica mundial deixou clara a fragilidade e necessidade da criação de novos modelos de desenvolvimento. Economistas e cientistas políticos trouxeram à tona discussão da dicotomia entre capitalismo e socialismo. Entretanto, o debate, apesar de ter encontrado adeptos no auge da crise, não prosperou. Concluímos, então, que existe um aparente consenso de que o capitalismo é o sistema econômico adequado para a sociedade.

Apesar do consenso, como manter a política capitalista diante de crises que causam instabilidades política, social e econômica? Os países europeus, principalmente a Espanha, Grécia e Portugal, orientados pela Alemanha, optaram por alcançar o superávit através da redução drástica dos gastos públicos. As consequências são contraditórias – os resultados oscilam entre momentos positivos e negativos. Esses países mantêm taxas de desemprego elevadas e baixo crescimento econômico.

Já os Estados Unidos optaram por realizar várias ações. Inicialmente, aumentaram os gastos públicos para salvar bancos privados e indústrias. Em consequência, tiveram uma crise fiscal. Com a política dividida, Republicanos e Democratas continuam diante do seguinte impasse: o estado deve continuar a gastar para proteger os que possuem menor renda? De fato, a crise econômica de 2008 produziu alto desemprego na América, no entanto, lentamente, a economia se recupera.

O Brasil também foi afetado. Para manter o crescimento da economia, à época, o presidente Lula incentivou o consumo e o crédito. Em 2011, já com Dilma na presidência, o Brasil parou de crescer de modo semelhante à era Lula. As consequências da crise econômica de 2008 foram usadas como justificativa para o baixo crescimento. Porém, chegou o momento de discutir o novo governo Dilma.

O que a presidente irá fazer para o Brasil voltar a crescer economicamente? Políticas anticíclicas, ou seja, intervenção forte do Estado na economia e mais gastos públicos são necessários para a superação de crises?  Essas estratégias já foram utilizadas na era Dilma. Porém, é preciso, em um novo governo, desconsiderar um pouco a crise e analisar novos fatos.

Como reduzir os gastos públicos sem diminuir os gastos sociais? Qual política industrial deve ser criada, sem recorrer a um  forte protecionismo? A redução de impostos deve continuar para determinados setores da indústria? Qual deve ser o tamanho do superávit? O que fazer para aumentar o investimento público em infraestrutura?

Temos a expectativa de que o novo ministro da Economia apresente respostas para as questões apresentadas. A economia e o mercado brasileiro não esperam que a crise econômica de 2008 continue a ser argumento para justificar o pífio crescimento econômico do Brasil. É necessário coragem e capacidade inovadora para a construção de uma nova política econômica.

Orgulho Nordestino

Janguiê Diniz, | qui, 13/11/2014 - 13:43
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Mais uma vez os nordestinos foram hostilizados por outras regiões do País. E, novamente, a expressão “orgulho de ser nordestino” surgiu como reação a mensagens discriminatórias e xenófobas postadas na internet por ensejo da eleição de Dilma, para presidente do Brasil. Mesmo fato já acontecido em 2010.

Disse o memorável Ariano Suassuna: “… é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos”. Se a discussão for de cunho político, vale lembrar que o país não está dividido e não foi apenas no Nordeste que Dilma teve vitórias importantes, já que o Sudeste também apresentou resultados expressivos na contagem dos votos: com 54,9% no Rio de Janeiro (RJ) e 52,4% em Minas Gerais (MG). Na realidade, 54,82% dos votos em Dilma vieram das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

Eu não tenho vergonha e muito menos omito dizer que nasci em Santana dos Garrotes, no estado da Paraíba. Fui adotado pelo Recife, isso também me deixa muito orgulhoso. O povo brasileiro é um povo heterogêneo e multicultural, pois se não for, como explicar uma terra onde nasceram Abelardo da Hora, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, Sivuca, José de Alencar, Patativa do Assaré, Dom Helder Câmara e tantos outros?

Esse tipo de discurso preconceituoso ao nordestino é lastimável, pois, foi com a força dos nordestinos que o Brasil foi desbravado e construído. Quem escreve e fala assim, demonstra desconhecimento profundo sobre a realidade do nordeste brasileiro. O Nordeste não é mais uma região marcada pela fome, desemprego e pela falta de oportunidade.

Ao contrário. Somos a região onde a economia cresce mais que a taxa registrada no País. A região que mais de dezesseis mil estudantes dessas universidades foram estudar no exterior com o Ciência sem Fronteiras e onde, dos vinte milhões de empregos criados no país, quase 20% foram no Nordeste. Mais de 140 escolas técnicas foram implantadas na região, representando 33% do total no país.

Sinto enorme orgulho de ser nordestino. Esse orgulho de ser nordestino não pode ser entendido como contrário ao orgulho de ser brasileiro, pois sinto imenso orgulho em ser brasileiro. Não importa em quem cada região votou ou quem venceu as eleições. O que importa é deve existir a união para construir um país melhor para todos. Um país mais justo, menos corrupto, mais solidário e com mais oportunidades.

Estudar após os 60 anos

Janguiê Diniz, | seg, 10/11/2014 - 11:11
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Para alguns, se tornou lugar comum falarmos da importância da educação na vida das pessoas. Muitos ainda se recusam a acreditar que, através dos estudos, podemos mudar como pessoas, mudar o país e mudar o rumo de nossas vidas. O aprendizado contínuo faz bem para a mente, o corpo e a alma.

Mas, o que a chamada “boa idade” tem a ver com isso? Infelizmente, muitos têm em mente que os idosos não têm que trabalhar ou estudar. Que devem apenas se preocupar em curtir a aposentadoria, os filhos e netos, se os tiver. No entanto, esquecem que é preciso envelhecer com sabedoria e mente ativa. E que envelhecer dessa forma, vai proporcionar muito mais anos de vida.

Em 2010, o IBGE contabilizou 19,28 milhões de brasileiros acima dos 60 anos. Em 2014, o número atingiu a marca de 26,3 milhões ou 13% da população. Aos 60 anos, pode-se ter uma vida social mais ativa e participativa na sociedade. Ainda é possível ter realização profissional e conhecer novas pessoas, ter oportunidade de novos relacionamentos. 

Se antigamente estudar era caro e poucas pessoas tinham condições de chegar à universidade, hoje a realidade não é essa. Existem vários cursos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos disponíveis em diversas áreas do saber, tudo depende da vontade e do interesse de cada um. Idade e experiência de vida não são empecilhos.

Neste ano, 15,5 mil idosos fizeram a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E esse número tem crescido anualmente - segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2013 foram 10,9 mil inscritos e em 2009, foram 4,7 mil.

Existem comprovações cientificas que estudar após os 60 anos previne doenças e melhora a depressão, já que a motivação ativa o sistema límbico do cérebro, região que está ligada às emoções e ao prazer. Quanto mais se aprende, maior o número de conexões neurais que se formam. Nosso cérebro aprende o tempo todo. Seja criança ou adulto, é claro que no início, vai existir uma dificuldade, considerada normal. 

Não importa se a procura pelos estudos está relacionada à realização de uma vontade antiga de aprender a ler ou escrever, ou se há um sonho de cursar uma segunda graduação. O que, de fato, importa, é que a ato de continuar ou voltar a estudar está diretamente ligado à condição de ter uma vida melhor e que não há idade ou tempo para recomeçar.

Políticas para a juventude

Janguiê Diniz, | ter, 28/10/2014 - 10:07
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Apesar de ter aumentado a faixa etária da população brasileira, o Brasil ainda é um país jovem. São mais de 51 milhões de jovens, de 15 a 29 anos, entre os cerca de 200 milhões de habitantes. E é essa faixa etária que traz grandes preocupações para o País. Apesar de todos os incentivos do governo, 9,6 milhões de jovens não estudam nem trabalham, aproximadamente 19,6% da população dessa faixa etária. São a chamada geração “nem-nem”.

Com a implementação da Política Nacional da Juventude, a partir de 2005, avanços importantes foram registrados, como o aumento do número de jovens no ensino superior e a retirada de milhões deles de situações de risco. No entanto, as discussões sobre ações ligadas a juventude entraram recentemente na agenda das políticas públicas, principalmente quando falamos sobre o debate das medidas socioeducativas realizadas pelas instituições voltadas para essas demandas.

De fato, a exclusão ainda é o maior problema da política juvenil. Além dela, é preciso incluir a preocupação com a educação de qualidade, a saúde integral, o acesso à cultura, esporte e lazer, além do enfrentamento à violência contra a juventude, em especial, contra os jovens negros, que ainda são as principais vítimas da violência no país.

Infelizmente, há também um grande número de jovens infratores e as políticas socioeducativas brasileiras tem se mostrado ineficazes também para eles, principalmente quando falamos de internações em estabelecimentos educacionais. As instituições, assim como as cadeias, estão superlotadas e não possuem projetos de ressocialização que estimulem os infratores a estudar ou a buscar uma colocação no mercado de trabalho.

Na grande parte dos casos, a violência é resposta às desigualdades socioeconômicas e a prática de crimes não é restrita apenas aos jovens das camadas pobres da sociedade. No entanto, quando o jovem é internado, ele sofre uma série de mudanças que envolvem aspectos de atitude, pensamentos, gestos, palavras e olhares e serão as práticas disciplinares adotadas que irão trabalhar a ressocialização desses indivíduos.

Mais uma vez, ressaltamos a importância da educação. É preciso pensar que esses jovens, indiferente de classe, cor ou gênero, necessitam de ajuda e que, se não houver incentivo em atividades educacionais no período de internação, não haverá mudanças de comportamento. Os jovens internados precisam ter acesso à escola regular de ensino fundamental e médio, além de outros projetos que devem incluir a capacitação da mão de obra, para que existam possibilidades quando eles deixarem as instituições. Caso contrário, as instituições socioeducativas perdem o sentido e nós perderemos, definitivamente, nossos jovens.

Indagações para o futuro

Janguiê Diniz, | sex, 17/10/2014 - 16:02
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A agenda da disputa presidencial sugere consensos. No primeiro turno, os três principais candidatos, Marina Silva, Aécio Neves e Dilma Rousseff, abordaram no debate eleitoral temas, desafios e problemas semelhantes. Entretanto, Marina Silva, tentou incentivar os sonhos de uma nova prática política entre os eleitores. Sonhos de um Brasil melhor. Mas, os brasileiros não aceitaram as sugestões da candidata do PSB e ela não conseguiu chegar ao segundo turno.

Aécio e Dilma disputam o segundo turno. Aécio convoca o eleitor para a mudança. Entretanto, para qual mudança? O candidato do PSDB aborda, acertadamente, o tema da corrupção e apresenta as suas meritórias ações quando era governador de Minas Gerais. Aécio mostra os desafios do Brasil: inflação fora da meta e reduzido crescimento econômico. Entretanto, não diz como trará a inflação para a meta e nem apresenta caminhos para a retomada do crescimento.

Dilma fala excessivamente do passado. Ela apresenta as ações importantes da era Lula e do seu governo nos âmbitos da inclusão e proteção social. Porém, a candidata do PT não fala do Brasil do futuro. Assim como Aécio, ela não mostra soluções para a inflação fora da meta e ações para o País voltar a crescer pujantemente. O tema da corrupção é abordado por Dilma. Contudo, soluções para a corrupção na Petrobrás não estão sendo apresentadas. Tanto Aécio quanto Dilma não sugerem caminhos para o futuro do Brasil.

Mudar para onde? Esta deve ser a pergunta do eleitor indeciso para Aécio. E, qual será o futuro do Brasil? Certamente, esta é a pergunta do eleitor indeciso para a candidata do PT. Campanhas eleitorais requerem o uso da emoção e devem prestar contas das ações dos candidatos à reeleição. Mas, não apenas isso. As campanhas eleitorais precisam apresentar caminhos para o futuro. Todos nós queremos saber qual será o nosso futuro.

Em 2015, a inflação brasileira diminuirá, ficará estável ou aumentará? Qual será o crescimento econômico do Brasil nos próximos quatro anos? As empresas estatais e agências reguladoras terão os seus cargos preenchidos em razão do mérito do indicado ou em virtude da importância do partido que lhe indicou? Os empresários serão convocados pelo presidente da República para cooperar com o crescimento econômico? A previdência pública será reformada ou a discussão em torno dela ficará restrita a extinção ou a manutenção do fator previdenciário? Quais serão os meios utilizados para a expansão do ensino superior privado e a qualificação da educação básica?

As respostas para essas perguntas construirão o Brasil do futuro. Mas, se elas não foram dadas pelos presidenciáveis e, em especial, pelo próximo presidente da República, a economia perderá vigor e os programas sociais serão enfraquecidos. 

A epidemia de Ebola

Janguiê Diniz, | sex, 10/10/2014 - 12:02
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Em meados da década de 70, um vírus desconhecido causou 431 mortes e atingiu 90% de mortalidade dos infectados. Altamente transmissível e mortal, o vírus foi chamado de Ebola. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995, com 254 óbitos; em 2000 e 2007, com 224 mortes cada, todos na África.

Desde dezembro de 2013, a África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado na história. Já são mais de 2.800 mortes e 5.800 casos identificados, apenas nesta região. Além disso, o vírus já ultrapassou as fronteiras, atingindo, inclusive, outros continentes. O mais preocupante é que, quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus.

A primeira pergunta que nos fazemos é: como um vírus descoberto há tantos anos consegue ser tão devastador, provocando tantas mortes em um curto período? Para os especialistas, o grande problema do vírus ebola é que, além da alta letalidade, ele apresenta facilidade de transmissão, sendo o contato com os fluidos, como sangue, urina e suor do paciente, suficiente para a contaminação. 

Há também outro problema envolvendo o ebola: as crenças locais. Nos países africanos, é comum lavar o corpo no momento do enterro e este simples ato permite a transmissão da doença, uma vez que, mesmo após a morte, o paciente continua com o vírus e o contato direto sem proteção é um grande risco. 

Então, como combater a epidemia? Nos Estados Unidos, dois infectados conseguiram a cura com o uso de um tratamento experimental e pelo menos duas vacinas experimentais parecem dar resultados. No entanto, mesmo que essas vacinas sejam disponibilizadas em novembro, até lá já teremos mais centenas ou milhares de mortes. É necessário o isolamento imediato dos infectados para conter a propagação do vírus. 

Infelizmente, a epidemia atual do ebola só mostra a ineficiência nos sistemas de saúde africanos e o primeiro passo para o controle da infecção é a conscientização. As pessoas precisam perder o medo e entender que roupas especiais precisam ser utilizadas pelos profissionais para que um tratamento correto possa ser efetuado. 

Tratamentos sintomáticos precisam ser realizados nos doentes como tentativa para minimizar o alto número de mortes. Para isso, a África Ocidental precisa da ajuda dos outros países, já que não há médicos ou clínicas suficientes. A luta contra o ebola é uma preocupação mundial e o trabalho de organizações humanitárias, como a Médico Sem Fronteiras, precisa ser intensificado.

Apesar da suspeita que de que o Brasil tenha registrado o primeiro caso do vírus, trazido por um missionário da Guiné, esperamos que esta doença devastadora não ultrapasse as nossas fronteiras. Infelizmente, o número de casos só aumenta a cada dia. É essencial que as autoridades mundiais da saúde se unam em busca de descobrir um tratamento rápido e eficaz contra tão mal tão ameaçador.

A prioridade dos candidatos

Janguiê Diniz, | qui, 02/10/2014 - 12:02
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As vésperas das eleições e com um quadro ainda não definido para o segundo turno presidencial, ainda há milhões de eleitores que estão sem voto definido. São estes eleitores, descrentes na política e sem confiança no discurso dos candidatos, que viraram o alvo dos presidenciáveis.

Na mais recente pesquisa eleitoral presidencial em 2014 realizada pelo Ibope encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo", divulgada dia 30 de setembro, 7% dos eleitores declararam votar em branco ou nulo e outros 7% não souberam responder, totalizando 14% dos votos. Um número que pode mudar o rumo e o resultado final das eleições.

Mas, o que querem esses eleitores e como os candidatos podem conquistar esses votos? A resposta é fácil e compreensível: mudanças. Para esses eleitores não é uma questão de partidos ou ideologias. Para eles, a única certeza é sobre os problemas que precisam ser combatidos, seja por uma reeleição ou um novo presidente. Sucessivas pesquisas de opinião feitas nos últimos anos apontam a saúde, a segurança e a educação como as maiores prioridades do eleitor. Os candidatos que tiverem as melhores propostas nessas áreas, sem dúvidas, levarão os votos.

Quando voltamos aos protestos de 2013, que levantaram as bandeiras sobre o combate à corrupção e outros problemas, eles estão sendo pouco lembrados. Nos debates, os candidatos Dilma Rousseff, Marina da Silva e Aécio Neves pouco falam em seus programas de governo sobre mecanismos de prevenção e combate à corrupção. Já os temas como a independência do Banco Central, o casamento gay e a política externa, que estão sendo exaustivamente debatidos nas propagandas dos candidatos à Presidência, não estão entre as prioridades do eleitor.

Infelizmente, o que temos visto nos debates eleitorais não é a exibição de propostas, mas sim uma troca de farpas e ataques que em nada engrandece os programas ou esclarecem os eleitores. Na educação, os candidatos parecem pouco preocupados em formar alunos em condições de excelência, como é sonhado pela maioria da população.

Já no que se refere à saúde, há poucas propostas para solucionar os problemas. Na maior parte, apenas se fala da construção de novas unidades, sem pensar em modelos de gestão ou melhoria na distribuição de recursos.

Esta semana ainda acontecem vários debates. É preciso que os candidatos deixem de lado a postura arrogante, irônica e, por vezes, debochada com os concorrentes e respondam as perguntas pensando no povo. Queremos ver propostas contundentes e que não visem apenas o poder de ser um presidente da república, mas sim, a responsabilidade de trabalhar em pro de uma nação.

A despedida de Abelardo da Hora

Janguiê Diniz, | qui, 25/09/2014 - 09:39
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O ano de 2014 leva mais um grande nome da cultura brasileira. Desta vez, nos deixa o escultor, desenhista, ceramista, gravador e poeta, Abelardo da Hora. Mais um pernambucano que ganhou o mundo com sua arte e fez exposições em vários países da Europa, na Mongólia, na Argentina, em Israel, na antiga União Soviética, na China e nos Estados Unidos.

Apesar de ter sido, no começo da carreira, influenciado por Cândido Portinari, ele afastou-se de qualquer referência ou influência anterior e começou a construir um estilo próprio e que logo caiu no gosto do povo. As obras de Abelardo tornaram-se inconfundíveis. Ele era um apaixonado pela figura feminina e pelo povo.

Abelardo despertou para arte por coincidência, quando entrou, por acaso, na Escola Técnica da Encruzilhada e concluiu o curso de Artes Decorativas. No entanto, não acredito em coincidência. Abelardo se tornou o que era em sua essência: um dos pilares da arte moderna em Pernambuco.

As esculturas de Abelardo estão espalhadas pelo Recife, no entanto, é na sua casa que está a maior parte das suas obras. O artista trabalhava e vivia no mundo que ele mesmo criava. Quem olhava aquele pequeno homem, enxergava um jeito doce, a tranquilidade e a simplicidade de quem tinha prazer em viver e trabalhar.

Da Hora era um exemplo de vitalidade. Com mais de 1.800 obras e aos 90 anos, ele se preparava para novos trabalhos. Abelardo foi comunista, fundou a Sociedade de Arte Moderna do Recife, contou que foi preso mais de 70 vezes, inclusive durante o golpe militar, foi secretário de educação e tantas outras coisas. Mas, o mais importante, Abelardo da Hora foi e é história.

E, se a arte de Abelardo da Hora é, desde o começo, feita de amor e solidariedade, ele dedicava o seu amor às mulheres através das esculturas e a solidariedade vinha da inspiração que o povo e a vida popular lhe davam. Uma das séries mais famosas do escultor, “Meninos do Recife”, foi inspirada no sofrimento e na miséria do povo, e eternizada em esculturas expressionistas.

O último traço da genialidade de Abelardo da Hora foi sobre o futebol. A peça ‘O Artilheiro’ está imortalizada na entrada da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, sua cidade natal. Com um título sugestivo, a estátua simboliza o artista que sempre fez “gols” em todos os seus trabalhos. Em um ano tão marcante, perdemos mais um grande artista e inspirador.

Os problemas na educação brasileira

Janguiê Diniz, | qua, 17/09/2014 - 09:25
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Já se tornou lugar comum os brasileiros relatarem a precariedade da educação como um dos principais problemas do País. E esta opinião não se refere apenas a determinadas regiões, mas ao Brasil como um todo. De fato, o sistema educacional brasileiro não tem sido capaz de preparar os jovens para compreender textos simples, executar cálculos aritméticos básicos e outras ações simples que deveriam ser feitas pelas escolas fundamentais.

Por várias vezes já citamos que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem educação é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A educação é o ponto principal de qualquer construção do futuro.

Recentemente, foram publicados três indicadores sobre a educação e, mais uma vez, os resultados gerais ficam abaixo das metas modestas estabelecidas pelo governo federal. Houve estagnação no Ensino Médio; de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), quando falamos em gastos com os alunos, o Brasil está atrás de países como México e Chile; e diminuiu o número de formandos no Ensino Superior. Falando sobre o ensino superior, o total de novas matrículas recuou 0,2%, principalmente devido a redução da oferta de vagas a distância. O mesmo aconteceu com o número de concluintes, que caiu entre 2012 e 2013 em 5,7%.

Em Pernambuco, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mostraram uma grande escalada do Estado no ranking nacional do ensino médio, passando da 16ª para a 4ª colocação na rede estadual. Já em Minas Gerais, há escolas que estão por vários anos entre as melhores e o segredo é simples: todos os projetos obedecem a um diagnóstico contínuo, dentro de um planejamento bem feito e avaliação permanente.

Tem uma frase do educador Paulo Freire que diz: “Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar”. O primeiro passo para melhorar o nível das nossas escolas é através da melhoria dos nossos professores. São eles que vão garantir a conjugação de quatro verbos que são capazes de manter o bom desempenho dos alunos e mudar a educação no Brasil: planejar, monitorar, avaliar e corrigir. 

A oferta de ensino de qualidade é prevista pela Constituição, no entanto, não há punições previstas para o descumprimento da lei. A educação brasileira só será considerada boa quando garantir a todos o direito de aprender e para isso é preciso a colaboração dos três entes federativos: municípios, Estados e União.  Ao mesmo tempo, mais investimentos devem ser feitos e essa verba precisa ser utilizada de forma mais eficiente.

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