Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.


Prioridades do Brasil

Janguiê Dinizpor Thabata Alves ter, 25/08/2015 - 18:10

Nosso país vive um momento de crise econômica. Os dados da inflação, referentes ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram altas em todos os setores da economia. Para tentar conter os prejuízos, o governo vem tomando inúmeras decisões radicais e realizando vários ajustes fiscais na tentativa de controlar a situação econômica do país e minimizar os impactos da crise. Então, diante de tantos ajustes, quais seriam as prioridades do Brasil?

Não podemos ignorar a relevância do Brasil e seu papel na economia mundial. Excluindo os Estados Unidos, somos o quinto país no mundo em relações comerciais com a União Europeia e responsáveis por 37% do comércio da UE com a região latino-americana. Além disso, detemos 43% do portfólio de investimentos da União Europeia com a América Latina.

Entretanto, as preocupações com o mercado exterior e até com os índices da inflação não podem ser a única preocupação do governo neste momento. É preciso lembrar que a manutenção do crescimento deste mercado depende de inúmeros fatores como infraestrutura, educação e saúde.

Existem outras três prioridades para o Brasil que dependem diretamente do ajuste fiscal. A primeira delas é a reforma da previdência, com a definição da idade mínima para aposentadoria. Já não somos mais um país de jovens e a expectativa de vida vem aumentando gradativamente, assim, é possível as pessoas permanecerem mais tempo no mercado de trabalho.

A segunda é a educação. As políticas educacionais do Estado que promovem o acesso à educação devem continuar como prioridade. Acesso à educação não é concessão de privilégios, é necessidade. É através dela que se promove igualdade de oportunidades e de condições. Este é o papel exercido por programas imprescindíveis como o Fies, Prouni, Pronatec e Ciencias sem Fronteiras , por exemplo, que permitem que pessoas sem recursos financeiros realizem um curso superior, um curso técnico ou estude em universidades do estrangeiro. Em terceiro lugar, as políticas de proteção social, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, ainda são necessárias e por enquanto  não podem ser extintas.

Sem dúvida, precisamos dos ajustes fiscais. No entanto, o corte orçamentário neste ano foi de 70 bilhões, retirados do Programa de Aceleração do Crescimento, Minha Casa Minha Vida, Seguro Desemprego,  Fies, Pronatec, etc. A diminuição das despesas refletiu na retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores e dos estudantes. Entendemos que essas são tentativas de controlar inflação, conquistar a confiança de empresas, empresários e atrair investidores para fazer a economia crescer e normalizar as contas do país. Entretanto, é preciso manter o foco e as prioridades. 

Não é a primeira crise que o Brasil está passando, nem é a maior e muito menos será a última. Mais do que a crise econômica, o Brasil vive uma crise ética e política. Como consequência, há uma crise de confiança nacional. A crise política anda em paralelo com a crise econômica, uma está atrelada a outra. Sabemos que aumentar as taxas de juros para tentar conter a inflação não é suficiente. A crise institucional é a que mais preocupa, porque é ela que impede que lideranças do agronegócio, empreendedores e investidores  realizem novos investimentos no Brasil.


As prioridades do Brasil

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti ter, 25/08/2015 - 10:57

Nosso país vive um momento de crise econômica. Os dados da inflação, referentes ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram altas em todos os setores da economia. Para tentar conter os prejuízos, o governo vem tomando inúmeras decisões radicais e realizando vários ajustes fiscais na tentativa de controlar a situação econômica do país e minimizar os impactos da crise. Então, diante de tantos ajustes, quais seriam as prioridades do Brasil?

Não podemos ignorar a relevância do Brasil e seu papel na economia mundial. Excluindo os Estados Unidos, somos o quinto país no mundo em relações comerciais com a União Europeia e responsáveis por 37% do comércio da UE com a região latino-americana. Além disso, detemos 43% do portfólio de investimentos da União Europeia com a América Latina.

Entretanto, as preocupações com o mercado exterior e até com os índices da inflação não podem ser a única preocupação do governo neste momento. É preciso lembrar que a manutenção do crescimento deste mercado depende de inúmeros fatores como infraestrutura, educação e saúde.

Existem outras três prioridades para o Brasil que dependem diretamente do ajuste fiscal. A primeira delas é a reforma da previdência, com a definição da idade mínima para aposentadoria. Já não somos mais um país de jovens e a expectativa de vida vem aumentando gradativamente, assim, é possível as pessoas permanecerem mais tempo no mercado de trabalho.

A segunda é a educação. As políticas educacionais do Estado que promovem o acesso à educação devem continuar como prioridade. Acesso à educação não é concessão de privilégios, é necessidade. É através dela que se promove igualdade de oportunidades e de condições. Este é o papel exercido por programas imprescindíveis como o Fies, Prouni, Pronatec e Ciencias sem Fronteiras , por exemplo, que permitem que pessoas sem recursos financeiros realizem um curso superior, um curso técnico ou estude em universidades do estrangeiro. Em terceiro lugar, as políticas de proteção social, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, ainda são necessárias e por enquanto  não podem ser extintas.

Sem dúvida, precisamos dos ajustes fiscais. No entanto, o corte orçamentário neste ano foi de 70 bilhões, retirados do Programa de Aceleração do Crescimento, Minha Casa Minha Vida, Seguro Desemprego,  Fies, Pronatec, etc. A diminuição das despesas refletiu na retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores e dos estudantes. Entendemos que essas são tentativas de controlar inflação, conquistar a confiança de empresas, empresários e atrair investidores para fazer a economia crescer e normalizar as contas do país. Entretanto, é preciso manter o foco e as prioridades.

Não é a primeira crise que o Brasil está passando, nem é a maior e muito menos será a última. Mais do que a crise econômica, o Brasil vive uma crise ética e política. Como consequência, há uma crise de confiança nacional. A crise política anda em paralelo com a crise econômica, uma está atrelada a outra. Sabemos que aumentar as taxas de juros para tentar conter a inflação não é suficiente. A crise institucional é a que mais preocupa, porque é ela que impede que lideranças do agronegócio, empreendedores e investidores  realizem novos investimentos no Brasil.


As prioridades do Brasil

Janguiê Dinizpor ter, 25/08/2015 - 09:49

Nosso país vive um momento de crise econômica. Os dados da inflação, referentes ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram altas em todos os setores da economia. Para tentar conter os prejuízos, o governo vem tomando inúmeras decisões radicais e realizando vários ajustes fiscais na tentativa de controlar a situação econômica do país e minimizar os impactos da crise. Então, diante de tantos ajustes, quais seriam as prioridades do Brasil?

Não podemos ignorar a relevância do Brasil e seu papel na economia mundial. Excluindo os Estados Unidos, somos o quinto país no mundo em relações comerciais com a União Europeia e responsáveis por 37% do comércio da UE com a região latino-americana. Além disso, detemos 43% do portfólio de investimentos da União Europeia com a América Latina.

Entretanto, as preocupações com o mercado exterior e até com os índices da inflação não podem ser a única preocupação do governo neste momento. É preciso lembrar que a manutenção do crescimento deste mercado depende de inúmeros fatores como infraestrutura, educação e saúde.

Existem outras três prioridades para o Brasil que dependem diretamente do ajuste fiscal. A primeira delas é a reforma da previdência, com a definição da idade mínima para aposentadoria. Já não somos mais um país de jovens e a expectativa de vida vem aumentando gradativamente, assim, é possível as pessoas permanecerem mais tempo no mercado de trabalho.

A segunda é a educação. As políticas educacionais do Estado que promovem o acesso à educação devem continuar como prioridade. Acesso à educação não é concessão de privilégios, é necessidade. É através dela que se promove igualdade de oportunidades e de condições. Este é o papel exercido por programas imprescindíveis como o Fies, Prouni, Pronatec e Ciencias sem Fronteiras , por exemplo, que permitem que pessoas sem recursos financeiros realizem um curso superior, um curso técnico ou estude em universidades do estrangeiro. Em terceiro lugar, as políticas de proteção social, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, ainda são necessárias e por enquanto  não podem ser extintas.

Sem dúvida, precisamos dos ajustes fiscais. No entanto, o corte orçamentário neste ano foi de 70 bilhões, retirados do Programa de Aceleração do Crescimento, Minha Casa Minha Vida, Seguro Desemprego,  Fies, Pronatec, etc. A diminuição das despesas refletiu na retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores e dos estudantes. Entendemos que essas são tentativas de controlar inflação, conquistar a confiança de empresas, empresários e atrair investidores para fazer a economia crescer e normalizar as contas do país. Entretanto, é preciso manter o foco e as prioridades. 

Não é a primeira crise que o Brasil está passando, nem é a maior e muito menos será a última. Mais do que a crise econômica, o Brasil vive uma crise ética e política. Como consequência, há uma crise de confiança nacional. A crise política anda em paralelo com a crise econômica, uma está atrelada a outra. Sabemos que aumentar as taxas de juros para tentar conter a inflação não é suficiente. A crise institucional é a que mais preocupa, porque é ela que impede que lideranças do agronegócio, empreendedores e investidores  realizem novos investimentos no Brasil.


Investimentos resultam em melhorias

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti ter, 11/08/2015 - 11:42

Já se tornou lugar comum os relatos sobre a precariedade da educação como um dos principais problemas do Brasil. Esta opinião não se refere apenas a determinadas regiões, mas ao país como um todo. A educação é um dos setores fundamentais, em qualquer nação, para se elevar as competências técnicas de diversas áreas que podem ajudar a diversificar a economia e a desenvolver o país.

Por várias vezes, já citei que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem ela é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A necessidade de alcançarmos uma educação de qualidade para todos é consenso entre a sociedade brasileira. Entretanto, para que isso aconteça, o setor precisa ter prioridade não apenas nos discursos de políticos durante suas campanhas.

Para garantir uma educação com padrão mínimo de qualidade, o Brasil precisa aumentar, em até três vezes, o valor investido atualmente por aluno na rede pública de ensino. Esse cálculo significa R$ 37 bilhões a mais no sistema educacional público, que atende 40,7 milhões de matrículas. Esse investimento foi calculado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e corresponde ao Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), um parâmetro criado pela própria organização e que foi incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE).

O relatório revelou, também, que além das matrículas existentes, o Brasil ainda precisa incluir 2,8 milhões de crianças e jovens na escola e isso custará mais R$ 13 bilhões iniciais para garantir a infraestrutura e R$ 13 bilhões a mais por ano para manter esses alunos nas escolas.

Uma das metas do PNE é o aumento do investimento do PIB na educação, entretanto, é preciso ficar atentos que, por vezes, o problema não é a falta de investimento, mas sim como esse recurso é investido. É preciso direcionar o investimento para onde mais se necessita, investindo onde está a raiz da desigualdade.

Se compararmos a educação brasileira hoje com a de 30 anos atrás, podemos dizer que os índices melhoraram. No entanto, se pensarmos no que se exige da educação hoje, estamos piores. As exigências educacionais crescem rapidamente e a educação brasileira não tem acompanhado esse desenvolvimento. Se há 30 anos não havia escolas suficientes para todas as crianças, hoje temos as escolas, mas em estruturas deficientes.

A Finlândia pode, e deve, ser tomada como exemplo para o Brasil. O país chamou a atenção não apenas pelo avanço nos resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking de educação, a China e a Coreia do Sul. A transformação do sistema educacional finlandês começou na década de 70, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos e um currículo nacional visando igualar as oportunidades de acesso e a qualidade da educação.

Mudar a educação brasileira não é uma tarefa fácil e rápida. O mais importante é entendermos que as melhorias na educação exigem muito planejamento e tempo, além de empenho. Ter educação de qualidade e acessível é o primeiro passo para garantir o desenvolvimento do país. Uma população bem instruída conhece os seus direitos e deveres, e o resultado é um país igualitário e desenvolvido.


O consumo consciente

Janguiê Dinizpor sex, 07/08/2015 - 10:32

Em tempos de crise econômica, hídrica e até energética, muitos se perguntam como é possível manter o equilíbrio e contribuir para que nós e o país possamos “sobreviver”. O consumo consciente nada mais é do que consumir de forma responsável, pensando nas conseqüências de seus atos tanto para a economia pessoal quanto para a qualidade de vida no planeta.

O consumo consciente é uma questão de hábito. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o ser humano já consome 50% a mais do que o planeta é capaz de repor. Cerca de 16% da população mundial consome 78% dos recursos retirados da natureza  e, à medida que a população vem consumindo de forma exagerada, e até descontrolada, os impactos causados pela estiagem e a campanha tardia para economia de água e energia, por exemplo, vem afetando grande parte dos brasileiros.

Existem três verbos que nos transformam em consumidores conscientes e nos ajudam a manter o controle: planejar, avaliar e escolher. Planeje e, com isso, compre menos e melhor, não seja impulsivo. Avalie a necessidade. Estamos em um momento delicado da economia e excessos podem acabar gerando problemas maiores. Escolha com calma, pesquise antes de realizar uma compra, essa postura ajuda a encontrar melhores preços e até juros mais baixos.

Economizar água, energia e aprender a controlar gastos pessoais têm sido tarefa árdua para muitas pessoas, no entanto, essa dificuldade poderia ter sido minimizada se mudarmos nossos atos no dia-a-dia, promovendo melhores condições de vida. É preciso inovar no setor elétrico, buscando novas formas de produção de energia diferentes das hidrelétricas. Também devemos debater formas de consumo da água, pois este não é um problema novo, porém ainda pouco debatido.

Devemos utilizar as atuais crises de escassez de água e de energia elétrica como aprendizado e um divisor na maneira que consumimos tais recursos. Toda crise é uma ótima oportunidade para aprender, mudar comportamentos e atitudes. Além disso, ela pode e deve ser usada para criar novas oportunidades.

De nada irá adiantar campanhas para redução de consumo se elas ficarem restritas apenas aos períodos críticos. Mais vale a educação e a propagação do consumo consciente do que, em 2016 e a cada período de dificuldade, precisarmos mudar nossos hábitos de forma drástica.


A crise econômica brasileira

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti qua, 29/07/2015 - 09:30

O Brasil conseguiu superar sem maiores problemas a crise econômica mundial, ocorrida em 2008 e que afetou gravemente países como os Estados Unidos e a Comunidade Europeia. Mesmo enquanto a recessão tomava conta das economias capitalistas, o nosso país continuou a crescer. Anos depois, falamos na crise econômica de 2015, não como uma possibilidade, mas sim como um fato consumado.

Desde o início do ano, todos os brasileiros têm escutado, exaustivamente e por diferentes atores institucionais, que é preciso "arrumar a casa", "cortar e equilibrar gastos públicos". Infelizmente, a inflação, assim como o dólar, vem aumentando a cada dia e não há perspectiva de investimentos à vista. Aliado aos problemas econômicos, a crise política, endossada pela sequencia de casos de corrupção, também corrobora com a preocupação de todos.

Desde o fortalecimento do capitalismo, inúmeros países já passaram por crises econômicas com conseqüências. Entretanto, o restabelecimento econômico dos países que viveram tais crises aconteceu de forma gradativa. Claro que a paralisia econômica brasileira, depois de anos de prosperidade, gera uma frustração na população, como foi confirmado por uma pesquisa do Instituto Ibope, realizada em 141 cidades e publicada em maio deste ano. Os dados revelaram que 36% dos brasileiros estão pessimistas em relação ao futuro do país, e outros 12% estão muito pessimistas. Ou seja, 47% da população está sem esperança sobre o que virá.

As crises econômicas chamam a atenção para as contradições resultantes do capitalismo, um sistema que proporciona oportunidades, mas também desigualdades econômicas. A recente crise que expôs o capitalismo permitiu que a desigualdade social viesse à tona e as soluções para tal problema precisam ser debatidas constantemente.

Não podemos ser pessimistas. O Brasil viveu mais de uma década de bonança. Tivemos um visível crescimento econômico, recebemos investimentos estrangeiros, tivemos a inflação e câmbio sob controle, a oferta de crédito foi facilitada, o salário mínimo foi reajustado, tivemos baixos índices de desemprego, etc.

Infelizmente, isso não é suficiente para manter um país em desenvolvimento. Talvez, se as reformas agrária, política, tributária e estrutural tivessem sido implantadas durante esses últimos 10 anos de crescimento, não estaríamos vivenciando a crise. A reforma agrária tornaria o país menos dependente da exportação de commodities, e mais favorecido pelo mercado interno. Já a reforma tributária, que foi recomendada pelo economista francês Thomas Piketty, priorizaria a produção, e não a especulação.

O ajuste fiscal necessário e tão desejado pelo governo, lentamente, vem sendo colocado em prática. Este ajuste contribuirá para que a economia brasileira volte a ser pujante como em outras épocas. Claro que o momento vivido pela economia do país não é desejado por ninguém, porém, devemos acreditar que a crise é passageira.

Não há como evitar a crise econômica de 2015, mas manter a prudência certamente irá nos ajudar durante todo o período de turbulência. Precisamos ver o lado positivo e avaliar o aprendizado que toda crise traz. Podemos diminuir o ritmo, mas é certo que o Brasil não vai parar.


O empreendedor de Sucesso

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti qua, 15/07/2015 - 09:34

Empreender não é fácil e nem simples. Enganam-se aqueles que pensam que para ter um negócio de sucesso basta apenas investir um valor financeiro, em um determinado setor. Alcançar o sucesso empresarial é muito mais que abrir um negócio.

Uma pesquisa da União Europeia realizada na região e nas maiores economias do mundo colocou o Brasil como o segundo lugar entre os países com maior tendência para o empreendedorismo – de acordo com os resultados, 63% dos brasileiros preferem trabalhar em um negócio próprio. A pesquisa incluiu os 27 membros da União Europeia e mais 13 nações, entre elas, China, EUA, Rússia, Índia e Japão. O primeiro lugar ficou com a Turquia, com 82%.

Empreender é a força do fazer acontecer, em qualquer área, seja de forma inédita ou não. É o envolvimento de pessoas e processos. É o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. É identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo.

O empreendedor de sucesso é a pessoa capaz de gerar bons resultados em qualquer área de atividade, é aquele que motiva ações e cultiva ideias em prol do bem estar comum. O empreendedor de sucesso é, de fato, aquele que tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. Para isso, ele precisa apresentar determinadas habilidades e competências para criar, abrir e gerir um negócio, gerando resultados positivos.

As características técnicas de um empreendedor de sucesso envolvem a habilidade em saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações. Além de ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe. Para a segunda categoria, classificamos as características gerenciais envolvidas na criação e gerenciamento da empresa. O conhecimento em marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle.

Finalizando as categorias, o empreendedor de sucesso precisa ser extremamente disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistência, ser visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz. Claro que existem outras características como criatividade, autoconfiança, pró atividade, otimismo e senso de oportunidade que complementam o perfil.

E mesmo quando os aspirantes a empreendedores tem as características citadas acima, por vezes uma regra básica é esquecida: é preciso conhecer o mínimo a respeito da atividade que se pretende desenvolver e do mercado no qual quer se envolver. Familiarizar-se com aquilo que se deseja vender, seja o que for, é essencial.

E completando, é claro que o sucesso empresarial tem uma boa dose de sorte. No entanto, atribuir o sucesso dessas pessoas, única e exclusivamente ao fator sorte, é um raciocínio simplista e também uma injustiça com elas. Vale lembrar que errar também faz parte da vida de qualquer empreendedor. No entanto, no segundo caso, o mais importante é aprender com o erro e jamais cometê-lo novamente. O segredo é transformar seus erros e fracassos em lições.

O primeiro passo para ser um empreendedor de sucesso é sonhar. E para realizar os nossos sonhos é preciso muito esforço e perseverança. No empreendedorismo, correr riscos faz parte do negócio.


Um Brasil chinês

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti seg, 06/07/2015 - 10:22

Em meio a um ano que se mostra difícil para a economia brasileira, fomos surpreendidos pela notícia de que a China e Brasil assinaram um plano de cooperação mútua, até 2021, que somam aproximadamente US$ 53 bilhões ou R$ 167 bilhões.

O acordo chega exatamente quando os fundos de investimento globais se mostram cautelosos com o Brasil. Somos o país emergente que mais perdeu espaço nas carteiras dos fundos de investimento estrangeiros desde abril, de acordo com relatório do Instituto Internacional de Finanças, formado pelos maiores bancos do mundo.

Voltando ao acordo com os orientais, são 35 projetos previstos no projeto, incluindo os estudos de viabilidade para a construção da ferrovia transcontinental, que almeja cruzar o Brasil e seguir cortando o continente sul-americano. São parcerias nas áreas econômicas, estratégicas, de infraestrutura, transporte, agricultura, energia, mineração, comércio, ciência e tecnologia, entre outras.

A relação Brasil e China não é uma novidade. Ambos mantêm relações comerciais desde 1979, sendo que, a partir de 2009, o país asiático se transformou no maior parceiro comercial brasileiro. Juntos, eles mantêm importantes fluxos de investimentos bilaterais, sendo a China uma das principais fontes de investimento direto no Brasil. Se pensarmos em números, as trocas comerciais entre os dois países alcançaram US$ 77,9 bilhões em 2014, com superávit brasileiro de US$ 3,3 bilhões.

Sabemos que o Brasil tem um sério problema com infraestrutura, ficando sempre muito aquém nos rankings dos países com as melhores estradas, aeroportos, portos e ferrovias. Já a China, tem como preocupação principal manter 1,3 bilhões de pessoas em um país com características que não possibilitam desenvolvimento na agricultura e na pecuária e onde não há muito acesso aos recursos minerais. Assim, podemos considerar que um acordo desse nível seria benéfico para ambos os lados?

A economia é movida por três pilares: consumo, investimento – público e privado – e exportações. A China, durante anos, cresceu a uma taxa com dois dígitos. No entanto, esse número caiu e já entrou na casa de um dígito, mas ainda  é o pais que mais cresce no mundo. Os chineses precisam movimentar sua economia. Querem investir em infraestrutura no Brasil por vários motivos, um deles é o lucro. Por outro lado, precisam,  também, mudar seu modelo de crescimento econômico além de almejar garantir o escoamento de seus produtos.

Vale ressaltar que não somos uma economia que tem a capacidade competitiva dos chineses. Somos economias complementares. Precisamos de investimentos em infraestrutura e eles precisam de matéria prima. Hoje, um país emergente precisa investir, em média, 5.4% do PIB em infraestrutura e, nós, investimos apenas 2.2%. Além disso, investimentos em infraestrutura são estratégicos ao desenvolvimento do Brasil e para impulsionar a retomada de crescimento econômico. Assim, uma injeção de R$ 167 bilhões é um bom começo.

Todas as parcerias têm pontos positivos e negativos. Um acordo de cooperação mútua não seria diferente. Entretanto, há um ponto em especial que é bastante preocupante: a mão-de-obra. Será que tantos investimentos irão gerar emprego para os brasileiros ou será que centenas ou milhares de chineses imigrarão para a Brasil para suprir uma mão-de-obra qualificada que, infelizmente ainda  não podemos oferecer?


Intolerância religiosa e o respeito

Janguiê Dinizpor Eduardo Cavalcanti seg, 29/06/2015 - 09:48

A intolerância religiosa é, certamente, um dos conflitos mais delicados em nosso planeta. Este debate, onde o fanatismo religioso está entranhado em milhões de pessoas, conduz a verdadeiras guerras, em nome, supostamente, de sua religião, como se fosse possível estabelecer qual delas "estaria com a razão".

Em casos extremos esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição, sendo definida como um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana. A perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam à vida de um determinado grupo que tem em comum certas crenças.

O Brasil é um país de estado Laico, ou seja, imparcial, quando se trata do assunto religião, e as liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Então, qual é o genuíno direito do cidadão de repudiar, agredir e ir contra à religião que não faz parte de sua “fé”?

Constitucionalmente falando, todo cidadão brasileiro tem assegurado o direito de opinião e a inviolabilidade de consciência, isso quer dizer, que podemos seguir, ou não, qualquer crença religiosa, ainda que ela seja minoria. Assim, antes de sobrepor princípios inerentes, as pessoas devem respeitar as escolhas alheias e ter o entendimento de que uma religião, independente de possuir ou não a maioria de adeptos, não significa que ela seja a mais correta.

O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Podemos citar a falta de bom senso e de respeito mínimo à diversidade como fatores que criam e fortalecem as situações de caos e violência vistas em todo canto do mundo, inclusive em nosso país.

Vale ressaltar que crítica não é o mesmo que intolerância. Todos nós temos o direito de criticar encaminhamentos e dogmas de uma religião, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio. Entretanto, no acesso ao trabalho, à escola, à moradia, a órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião.

A grande questão não é a qual a religião correta a seguir, mas sim, o respeito que deve existir entre os adeptos de cada crença. É preciso respeitar as diferenças, seja em ambiente doméstico ou escolar. É preciso respeitar as escolhas do outro individuo, seja ela semelhante ou diferente da sua. Respeitar o próximo, independente de atitude, opinião ou crença.


O desafio de inovar

por qua, 17/06/2015 - 11:50

Em 10 anos, a taxa de empreendedorismo no Brasil saltou de 23%, para 34,5%.  Deste total, metade corresponde a empreendedores novos – com menos de três anos e meio de atividade – e a outra metade aos donos de negócios estabelecidos há mais tempo. Esse é o resultado da nova pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada no Brasil pelo SEBRAE e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

Segundo os dados, três em cada dez brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. Quando comparado a países que compõem o Brics – grupo de países que tem atuado juntos para pôr em prática acordos comerciais e desenvolver projetos conjuntamente -, o Brasil é a nação com a maior taxa de empreendedorismo, ficando quase oito pontos percentuais à frente da China, que apresenta uma taxa de 26,7%.

Apesar de números tão positivos, as incertezas atuais em torno da conjuntura econômica mundial e, principalmente, brasileira, têm impactado diretamente nos resultados de organizações de diferentes setores. Além disso, as novas e crescentes exigências do mercado, a concorrência e os desafios do cotidiano empresarial exigem que se pense empreendedorismo de um jeito diferente. 

Então, como é possível sobreviver a um mercado que se mostra cada dia mais irregular, especializado e competitivo? A resposta está na inovação. Para manter ou melhorar as condições de uma empresa no mercado, faz-se necessária à criação de fatores competitivos ligados à inovação. Atualmente, inovar é condição para permanecer no jogo dos negócios.

Inovar, no ramo empresarial, é uma forma de ver os desafios, encontrando soluções práticas, úteis e econômicas. É a capacidade de mudar um cenário, de revolucionar. Aqueles que inovam ficam em posição de vantagem em relação aos demais e esse é o papel dos empreendedores: fazer com que suas empresas tenham relevância na vida dos seus consumidores, oferecendo soluções para um determinado problema, necessidade ou desejo, seja ele consciente ou inconsciente.

No entanto, o sucesso de um empreendimento não se resume apenas ao empreendedor. O segundo principal ponto é a equipe, o perfil das pessoas por trás do projeto é relevante para qualquer tipo de corporação. O equilíbrio de competências dos profissionais envolvidos traz um diferencial para empresa. Apenas os seres humanos são dotados de inteligência e capacidade para executar as ações propostas para inovação, então é preciso valorizar o capital humano para que se tenham inovações consistentes.

Empreender, no Brasil ou em qualquer outro país, é saber se adaptar às mudanças constantes e inerentes ao mercado. Ter uma idéia é apenas o começo. É preciso saber e estar preparado para se adaptar às circunstâncias que se apresentam, abraçar novas oportunidades e olhar além do obvio, mantendo sempre um pouco de ousadia para se manter competitivo.

A rivalidade entre os concorrentes existentes, a pressão dos produtos substitutos, o poder de negociação dos compradores e dos fornecedores sempre existirão. Entretanto, será a inovação que irá minimizar a competição.

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