Adriano Oliveira

Adriano Oliveira

Conjuntura e Estratégias

Perfil:Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE - Departamento de Ciência Política. Coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégias e Política Eleitoral da UFPE.

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Podcast: Bolsonaro demitirá Bebianno?

Apesar dos rumores do final da semana passada, o ministro que enfrentou o presidente ainda não foi demitido

Adriano Oliveiraseg, 18/02/2019 - 09:20

Nesta segunda-feira (18), o cientista político Adriano Oliveira aborda no seu podcast a crise criada pelas divergências entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

O analista aponta os possíveis problemas pelos quais o presidente pode passar caso não cumpra o que foi sugerido na semana passada: desde a falta de apoio da opinião pública, até questionamentos sobre o preparo para exercer o cargo. Ele também discorre sobre possíveis reações que Bebianno pode ter. A expectativa era que a exoneração saísse hoje no Diário Oficial, entretanto, isso não aconteceu.

O programa Descomplicando a política, além da exibição na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.

Confira mais uma análise a seguir:


PODCAST: O governo tem capacidade política para aprovar a Reforma?

Os problemas do governo podem afetar a aprovação do texto

Adriano Oliveirasex, 15/02/2019 - 09:25

Nesta sexta-feira (15), o cientista político Adriano Oliveira discorre sobre a apresentação da proposta da Reforma da presidência, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, após seu internamento devido a problemas de saúde. Um questionamento apontado pelo analista toca no apoio político necessário para a aprovação de um texto como esse. Problemas com os filhos e outros atores da atual conjuntura política brasileira podem afetar esse processo.

O programa Descomplicando a política, além da exibição na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras. 

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Podcast: quando Bolsonaro voltará a governar o país?

Mesmo estando afastado por questões médicas, o presidente não passou o exercício da função para o vice

Adriano Oliveiraseg, 11/02/2019 - 09:04

Nesta segunda-feira (11), o cientista político Adriano Oliveira analisa o afastamento de Bolsonaro da Presidência da República devido à recuperação da cirurgia feita no dia 27 de janeiro. Internado desde então, o presidente não passou o exercício momentâneo da função para o vice, o general Hamilton Mourão. Por isso, questões importantes continuam suspensas, como a Reforma da presidência.

O programa Descomplicando a política, além da exibição na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras. 

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Podcast: Segurança pública, previdência e Lula: quais os impactos?

Confira a análise dos assuntos que mais repercutiram na política durante esta semana

Adriano Oliveirasex, 08/02/2019 - 08:00

 Nesta sexta-feira (08), o cientista político Adriano Oliveira analisa os três temas que mais se destacaram esta semana no cenário da política nacional: mudanças no projeto de segurança pública, anunciadas pelo ministro Sérgio Moro; a reforma da previdência, e a nova condenação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

O programa Descomplicando a política, além da exibição na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras. Confira mais uma análise a seguir:

 


PODCAST: O governo Bolsonaro começa agora

Confira a primeira edição do programa

por seg, 04/02/2019 - 09:12

O cientista político Adriano Oliveira inicia um novo projeto no LeiaJa.com. Além do programa AO VIVO, que retorna amanhã (05), ele também apresentará duas edições do Descomplicando a Política em formato de áudio. Todas as segundas e sextas você poderá acompanhar as expectativas e análises do cenário político brasileiro.

Confira a primeira edição do podcast:

 


Os recados do presidente

Adriano Oliveirasex, 04/01/2019 - 10:43

A posse e os discursos do presidente Bolsonaro têm diversas sinalizações e simbolismos. A política é feita de gestos. Os discursos sinalizam a intenção. Caso assim não seja, é blefe.  Parto do pressuposto que Jair Bolsonaro não blefou. Ele evidenciou o seu desejo de como pretende conduzir o Brasil em sua era. 
A presença de Carlos Bolsonaro no Rolls-Royce sugere que o filho de Bolsonaro terá papel no governo. A ex-presidente Dilma, em sua posse, foi acompanhada da filha. Bolsonaro foi acompanho, em sua posse, do filho e da esposa. Eduardo Bolsonaro, senador eleito, frisou, ao ser questionado pela imprensa, que Carlos é o pitbull da família.

Cachorro da raça pitbull é conhecido por ser raivoso, gostar de briga e ser destemido. Portanto, a conclusão é simples, pelo menos, neste instante: Carlos Bolsonaro terá opinião no governo Bolsonaro. A dúvida é se isto é bom ou ruim. Caso ele opte, por exemplo, enfrentar a imprensa e o Congresso Nacional, ele poderá atrair para o presidente a impopularidade, embora venha a continuar a ser amado por milhares de internautas. Presidentes sábios optam por respeitar e conquistar a imprensa e o Congresso. 

Faltaram ao discurso do presidente empossado, os termos desigualdade e inclusão. Bolsonaro parece que faz a opção pela sociedade com ordem. Não que este tipo de sociedade não seja necessário para a saúde da democracia. O meu receio é que Bolsonaro relegue a desigualdade social, a qual é o principal problema do Brasil, e opte por uma sociedade policialesca.

A sociedade policialesca não faz a opção pela inclusão social. Mas pela ordem. Neste caso, os que moram no morro não podem ir para as avenidas. Estas são espaços exclusivos das classes médias e altas. A polícia impedirá os avanços da população do morro. Com isto, a ordem estará estabelecida. Mas, a desigualdade continuará a existir.

A naturalização da desigualdade social exige a sociedade policialesca. Quando algo é naturalizado, você o despreza, ou não o considera propositadamente. Será que este é o desejo intencional do governo Bolsonaro ou falta a ele interpretação adequada do Brasil? O exacerbado antipetismo de Bolsonaro lhe traz a miopia. Em razão disto, a agenda social é desprezada. Se esta minha hipótese for verdadeira, a sociedade policialesca existirá.

Quando o presidente Bolsonaro fala em mérito, fico assustado. E, mais uma vez, receio que a minha hipótese apresentada venha a ser verdadeira. Espero, entretanto, que o chefe do Executivo não tenha visão incipiente do Brasil. O mérito é necessário. Mas antes de falar dele, é importante a inclusão social, a oportunidade para todos. Em particular, a oportunidade educacional.

Criar empregos, menos Estado e menor carga tributária. Tais termos estavam nos discursos do presidente eleito. E, por isto, Bolsonaro merece aplausos. Mas, alerto: a criação de empregos requer políticas de inclusão social. E a menor carga tributária é necessária, mas não pode comprometer a oferta de bens públicos. Por fim, o Estado brasileiro precisa ser diminuído. Contudo, os pobres precisam de Estado.


A futura eleição municipal

Adriano Oliveiraqua, 26/12/2018 - 12:35

O sucesso eleitoral de Bolsonaro tem incentivado candidaturas aliadas ao futuro presidente na vindoura eleição municipal. As articulações políticas e a formação da conjuntura começam a ser construídas em 2019. A lógica exige que as alianças sejam formadas de acordo com a conjuntura em que os eleitores estarão inseridos em 2020. 

Jair Bolsonaro poderá ser um grande eleitor no próximo pleito municipal. Embora, isto não signifique que candidatos apoiados pelo futuro presidente serão eleitos. O que existe aparentemente de concreto, neste instante, é que Bolsonaro influenciará a formação de um bloco de candidatos a prefeitos que irão se confrontar com partidos que militam na esquerda, como o PT, PSB, PCdoB e PDT. 

A influência do governo Bolsonaro atingirá grandes e médias cidades.  Podendo, claro, influenciar eleitores de municípios com baixa densidade populacional. Entretanto, preciso fazer uma alerta: A possível influência positiva de Bolsonaro na vindoura eleição só ocorrerá se o seu governo conquistar popularidade. Esta poderá estar nos campos moral e econômico. É possível que a agenda moral de Bolsonaro mantenha razoável popularidade para ele, independente do desempenho da economia. Mas a agenda moral traz rejeição. Assim como um desempenho econômico pífio. 
Bolsonaro será eleitor estratégico na futura eleição municipal. Mas a força do seu apoio é uma incógnita. Candidatos opositores ao governo Bolsonaro poderão ter bom desempenho, principalmente se a popularidade do presidente da República estiver em baixa. 

A crise econômica esteve presente na eleição de 2016. Ela possibilitou a origem de eleitores tolerantes com incumbentes. Estes votantes perdoaram prefeitos candidatos à reeleição, pois “acreditaram” que os prefeitos não fizeram mais ou não cumpriram as promessas em razão da crise. Em 2020, a crise econômica estará ou não presente. A existência dela tem o poder de criar eleitores tolerantes. Mas isto não é uma certeza. Sentimentos de mudança, a depender da conjuntura municipal, e não da nacional, também devem ser considerados. 

Prefeitos bem avaliados tendem a ser reeleitos. Mas como conquistar popularidade diante da escassez? Este é o grande desafio dos atuais prefeitos. Independente de Bolsonaro ou da crise econômica, prefeitos precisam convencer eleitores que merecem continuar. A eleição municipal começou. Feliz 2019! 


O futuro do PT

Adriano Oliveiraseg, 10/12/2018 - 09:43

Em dois momentos da história, a morte do PT foi decretada. Em 2016, no auge da Operação Lava Jato. E, em 2018, em razão da vitória de Jair Bolsonaro para presidente da República. Afinal, o PT morreu?

O PT nunca morreu. O PT, em 2016, em virtude da Lava Jato, foi para UTI. Mas conseguiu sair. Em 2018, o PT perdeu a eleição presidencial, porém não saiu fortemente enfraquecido. A realidade socioeconômica do Brasil mantém o PT vivo. O sucesso ou o insucesso do governo Bolsonaro tem o poder de determinar o futuro do PT. 

O lulismo reforçou o PT. Mas o PT existe sem Lula. Embora, o lulismo seja muito maior do que o PT. No auge do lulismo, no ano de 2010, o PT tinha a preferência de 26% dos eleitores brasileiros – Instituto Datafolha. Em 2016, quando a Lava Jato estava em pleno favor, apenas 9% tinham preferência pelo PT. A Lava Jato e o desempenho do governo Dilma possibilitaram o declínio do PT. 

Após o impeachment, e a chegada à presidência da República de Michel Temer, o PT recupera fôlego. Isto ocorre também com o ex-presidente Lula. Em 2017, o PT readquire popularidade e obtém 17% da preferência dos eleitores. O ex-presidente Lula que tinha, em julho de 2016, 26% de intenções de voto, alcança, em novembro de 2017, 37% da preferência do eleitorado – Instituto Datafolha. Portanto, apesar da crise econômica e da Lava Jato, o PT e Lula reconquistaram eleitores. 

O PT sofreu estresse, recuperou popularidade e sobreviveu. A derrota para Jair Bolsonaro enfraquece, aparentemente, o partido, mas, o PT obteve a oportunidade de ser ator relevante na oposição ao futuro presidente. E chegar, em 2022, com um candidato competitivo na eleição presidencial. Entretanto, tais chances dependem, obviamente, do desempenho de Bolsonaro. 

O lulismo não perdeu para o bolsonarismo, mas para o antilulismo. O bolsonarismo é incipiente, pois, ao contrário do lulismo, não tem raízes no eleitorado, não tem memória, já quem não tem passado que faça com que os eleitores sintam saudade dele. O lulismo, ainda, provoca saudades. O bolsonarismo pode se consolidar e medir força com o lulismo, o qual pode declinar, se o PT não optar por preservar o lulismo, e, concomitantemente, abrir espaço para alianças e novos líderes. 


Descomplicando a Política comenta pesquisa sobre os recifenses, futuro e temas da conjuntura

Programa é transmitido AO VIVO toda terça, às 20h, horário de Brasília

Adriano Oliveiraqui, 06/12/2018 - 18:20
Em uma edição especial do Programa Descomplicando a Política, apresentado pelo cientista político Adriano Oliveira e pela editora do caderno de política do LeiaJá, Giselly Santos, foi divulgada a pesquisa que trata sobre 'Os recifenses, o futuro e temas da conjuntura', realizada entre os dias 03 e 04 de dezembro pelo Instituto de Pesquisas UNINASSAU. Adriano e Giselly comentam e opinam sobre os resultados.
 
Confira o programa completo no link.

Descomplicando a Política discute sobre o financiamento da saúde pública e o programa Mais Médicos

Programa é transmitido AO VIVO toda terça, às 20h, horário de Brasília

Adriano Oliveirater, 04/12/2018 - 19:00

O programa Descomplicando a Política, apresentado pelo cientista político Adriano Oliveira, recebeu o médico, professor e coordenador do curso de medicina da UNINASSAU, Cláudio Lacerda. No programa, Adriano e o dr. Cláudio conversaram sobre o Programa Mais Médicos e o financiamento da saúde pública.

Confira o programa completo no link.

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