Aldo Vilela

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Jornalista

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Dória começa a desinflar e Ciro começa aparecer

Aldo Vilelaseg, 09/10/2017 - 13:41

Tal qual um foguete que sobre bem alto e começa a despencar pela força gravitacional, o prefeito de São Paulo João Dória (PSDB), começa a apresentar seus primeiros sinais de queda livre. Esta leve conclusão se apresenta depois que a primeira pesquisa do Datafolha após a intensificação da articulação dele visando à candidatura presidencial em 2018, apontou dois cenários pouco animadores para o tucano, vamos aos números: a aprovação de Dória  caiu 9% em apenas quatro meses (de 41% para 32%) e dos pesquisados pelo instituto 55% não votariam de jeito nenhum nele para presidente. A queda de popularidade do homem que se diz “não político” pode ter a ver com o fato de ele passar mais tempo em campanha do que administrando a cidade para a qual foi eleito. Dória já viajou somente este ano mais de 80 vezes para fazer política e fortalecer nome para ser candidato a presidente. O prefeito, agora acuado pelos números lança uma velha prática dos antigos políticos, atribuiu sua queda à herança maldita repassada pela gestão do petista e ex-prefeito Fernando Haddad. Por outro lado quem vem despontado e agora começa a crescer em força poltíca para disputa a presidência do Brasil é o ex-ministro Ciro Gomes, as primeiras especulações sobre apoios começam a ganhar peso. Nas coxias dos grandes partidos surge a ideia de Ciro já ter apoio forte do PSB. O partido  apoiaria Ciro Gomes e o PDT iria em troca apoiar todos os candidatos à governador socialistas. Para o ano que vem o PSB pretende lançar ao menos dez candidaturas.

Resistência até o fim

Os assessores diretos de Temer no governo vão investir cada vez mais no discurso da “conspiração” para se referir à segunda denúncia contra o presidente, apresentada pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot. Isso foi aprovado em pesquisas qualitativas que chegaram ao Palácio do Planalto.

Dinheiro deles

O tão famigerado Fundo Partidário, que só faz aumentar de valor todos os anos, já  pagou mais de R$ 150 milhões, entre janeiro e 30 de setembro deste ano.

Muito dinheiro

Parte dessa dinheirama toda seguiu apenas aos três maiores partidos do país: PT, PSDB e PMDB. O PT do ex-presidente Lula é o maior beneficiado pelo fundo: R$ 60,2 milhões em nove meses, pouco mais de 10%. O PSDB é segundo, com R$ 49,7 milhões.

Por falar em mais dinheiro

Um dos pontos que o Brasil iria avançar na reforma política seria a criação de um limite para o autofinanciamento de campanhas. A tal regra chegou a ser aprovada por deputados e senadores.

Detalhes

Para a alegria  geral dos candidatos milionários, o presidente Michel Temer vetou a mudança ao sancionar a nova lei. Detalhe: a Câmara havia fixado um teto de R$ 200 mil para todos os políticos que pretendem bancar as próprias candidaturas.

Tudo para eles

Numa trapalhada legislativa e isso é praxe no Congresso Nacional o Senado tentou derrubar o limite e impôs um valor ainda mais baixo, de R$ 9.690,00. Com isso o presidente  Temer resolveu o impasse a favor dos milionários ao estilo João Dória.

Canetada

Agora com a ação do presidente Michel Temer , estes candidatos ricos poderão financiar até 100% de suas campanhas. Assim, as eleições do ano que vem podem se tornar um a maior eleição business da história. Em vez de comprar votos, como sempre ocorreu, os ricões políticos  poderão comprar mandatos.

Senador ladrão quer voltar

Lembram do ex-senador Demóstenes Torres ? pois é ele está querendo voltar para a política. Desta vez o ex-senador trocou de partido  e agora está no PTB. Demóstenes quer ser governador de Goiás. Vergonha passa longe!!

Bolsonaro vai crescendo

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viajou aos Estados Unidos neste fim de semana, onde passará uma semana fazendo palestras para investidores e analistas.  Detalhe: essa é a primeira viagem internacional de Bolsonaro em campanha. Em tempo Bolsorano foi capa da revista veja desta semana.

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