Enem: docentes dão dicas para encarar horário de verão

Com a decisão do Governo Federal de definir mudanças no relógio para o dia 4 de novembro, data da primeira prova do Enem, professores orientam candidatos para não ter o horário de verão como inimigo

ter, 16/10/2018 - 15:54
Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo Provas têm data marcada para os dias 4 e 11 de novembro Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo

Com a proximidade das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os feras agora estão em fase de revisão de conteúdo, complementando os conhecimentos adquiridos ao longo do ano. Com data marcada para os dias 4 e 11 de novembro, o Exame será oficialmente realizado durante o horário de verão. A decisão divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Governo Federal mantem o dia 4 de novembro como o início da mudança nos relógios de alguns brasileiros, cancelando um novo adiamento anteriormente proposto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em entrevista ao LeiaJá, profissionais da educação destacam que esse impasse sobre a data correta para o início do horário de verão provocou no estudantes uma confusão - que nesse momento deve ser evitada. Ainda assim, eles reconhecem a decisão como tranquila, tendo em vista a familiaridade na realização do Exame durante esse período em anos anteriores. “Tudo que é realizado ‘em cima da hora’ prejudica e pode causar dúvida aos candidatos. Mas, de fato, eles já estão acostumados a realizar a prova durante esse período. Nas edições anteriores foram observadas essa preocupação de ajuste de horário para não chegar atrasado, por exemplo. O primordial é manter o foco”, analisa Francisco Coutinho, professor de Química.

Ainda de acordo com o docente, a rotina deverá ser observada em detrimento das necessidades específicas para cada um dos fusos horários. O coordenador pedagógico do Grupo Máximo Vestibulares, Thiago Lacerda, orienta a adaptação biológica como algo a ser realizado. “O corpo tem que se acostumar com a rotina. Uma semana antes é importante o candidato já ir dormindo cedo e acordando em horário parecido com o da prova. Estabelecer uma rotina de alimentação que se ajuste com a da prova. Tudo isso irá ajudar na adaptação”, destaca. Ele ainda frisa a necessidade de manter o controle emocional dias antes para não interferir negativamente na realização do Exame.

Em alguns estados, o horário da prova esbarra com o do almoço, por volta do meio-dia. Para o professor de geografia, Charliton Soares, esse é o maior problema. “É muito comum ouvir dos alunos a preocupação com a alimentação. Às vezes não se sabe em qual horário comer, muito devido à saída cedo de casa. A orientação é reforçar o café da manhã e se preocupar com os lanches para não sentir fome durante o Exame”, recomenda. O docente ressalta que no Brasil há quatro diferentes fusos e adaptar a rotina a cada um deles é essencial.

Com tantas diferenças, a recomendação dos profissionais é chegar uma hora antes da abertura dos portões e conhecer antes o local de prova para evitar atrasos. “A chance é única, a prova só é realizada uma vez. Não dá para perder a oportunidade. Mas ainda é importante não criar, por causa do horário de verão, um nervosismo e desconforto. É desnecessário. O candidato que vem realizando já está acostumando. As orientações são para os novatos estarem atentos aos horários”, relembra Carlos Lima, professor de Geografia.

Para não chegar atrasado é importante deixar todos os familiares avisados da necessidade de acordar cedo e fazer uso dos aparelhos tecnológicos a seu favor, utilizando o despertador. Esse auxílio, porém, deve ser usado com atenção: “alguns celulares alteram para o horário de verão automaticamente. O candidato deve estar atento a isso. É uma recomendação muito importante que repasso aos meus estudantes. Independente da alteração do horário, é primordial chegar cedo para evitar contratempos como trânsito”, adverte Diogo Xavier, professor de Linguagens e Redação.

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