Spin of Science leva cientistas para bares do Recife

Evento tem por objetivo divulgar a ciência de forma despojada e descontraída

por Paula Brasileiro ter, 15/05/2018 - 21:09
Paula Brasileiro/LeiaJáImagens A professora MArleyne Aciolly foi uma das palestrantes Paula Brasileiro/LeiaJáImagens

Ciência combina com bar? Para as pesquisadoras Celina Turchi e Marleyne José Afonso Accioly Lins Amorim, sim. As duas palestraram sobre seus projetos de pesquisa, para uma plateia atenta, no cervejaria Laborada, nesta terça-feira (15), como parte do projeto Pint of Science. A iniciativa, organizada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), tem o objetivo popularizar a ciência no mundo e roda por 56 diferentes cidades brasileiras.

O projeto pretende mobilizar cientistas do Brasil, e de outros 20 países do mundo que palestram simultaneamente, a deixar a bancada de seus laboratórios e levar suas pesquisas para a mesa do bar. O propósito é divulgar a ciência, tratando os objetos de pesquisa de maneira descontraída e informal. Dentre os temas debatidos estão as epidemias urbanas modernas, ovos de pterossauros, o ecossistema vaginal e transformação digital, entre outros.

A primeira noite, na última segunda (14), foi um sucesso, segundo Pedro Nunes, um dos organizadores do evento: “A gente ficou bem impressionado. O público acima do que a gente esperava, casa cheia e um público bastante participativo.” Pedro celebrou o interesse das pessoas que, mesmo sendo de fora do meio científico, conseguiram aproveitar bastante os temas trabalhados na estreia do Spin of Science: “Acho que a gente conseguiu atingir o que a gente esperava que era trazer pessoas que não são envolvidas com a Academia para ouvir temas que não são rotineiros em suas vidas, que são temas científicos, mais elaborados”.

Antes de dar início à segunda noite do evento, a palestrante Marleyne José Afonso Accioly Lins Amorim se refrescava com um suco de limão. Ela estava bastante animada com a possibilidade de falar com uma plateia um pouco diferente das que costuma enfrentar, mas garantiu ser tranquilo falar sobre temas acadêmicos com quem não necessariamente seja do meio: “É até interessante. À medida que o pessoal se empolga, a gente também se empolga mais”. A professora explicou que a linguagem sofre uma certa adaptação, para que alguns termos da Academia se tornem mais inteligíveis e garantiu que “a experiência única de dar uma palestra em uma cervejaria” é quase como um presente: “Como professor, é o que a gente vive, é divulgar nosso trabalho”.

Já em sua palestra, a professora Dra. Celina Turchi revelou: “Esta é a primeira vez que eu faço uma fala em uma cervejaria, então, esse é meu debut aqui com vocês”. Mas, apesar do ambiente bastante diferente, ela comprovou que qualquer lugar é lugar para se aprender: “A ciência talvez seja uma das manifestações mais humanas porque ela depende da curiosidade e das necessidades humanas”.

Programação

O evento segue até esta quarta (16), com as palestras  Pop, Dip e Spin: o lendário biossensor para ciências forenses, da Dra. Natália Cybelle Lima Oliveira e Um Ovo, 2 Ovos, 200 ovos de Pterossauros, da professora Dra. Juliana Sayão, - ambas no Cervejaria Laborada (Espinheiro) -; e Flores e amores...nem tanto, é tudo uma questão de reprodução, do Me. Arthur Domingos de Melo, e O ecossistema vaginal, do professor Dr. Bruno Severo Gomes - no Beerdock (Boa Viagem), nos dois lugares, começando às 19h30.   

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