Empresas preferem contratar jovens, aponta pesquisa

Levantamento, divulgado nesta terça-feira (10), traça os motivos para a resistência na contratação de profissionais com 50 anos ou mais

por Juan Gouveia ter, 10/04/2018 - 16:33
Pixabay Dados apontam resistência na hora de contratar profissionais mais velhos Pixabay

Os jovens são preferência na contratação da maioria das empresas nos Brasil. É o que aponta a pesquisa do Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas, da Escola de Administração Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e Aging Free Fair, divulgada, nesta terça-feira (10).

O objetivo era responder a três pontos, sendo eles: identificar as percepções dos gestores com relação aos profissionais com 50 anos ou mais de idade; analisar como estão se posicionando estrategicamente em relação ao envelhecimento da força de trabalho no país; e analisar a evolução, entre as organizações, da visão e práticas de gestão em relação ao estudo anterior, feito em 2013, com o mesmo público-alvo. A pesquisa ouviu 140 empresas entre fevereiro e março deste ano pela PwC, com apoio da Brasilprev e da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

De acordo com a publicação, 75% das empresas, na hora da contratação, mesmo quando há equivalência nas condições técnicas, preferem jovens à profissionais com 50 anos ou mais. A explicação seria as percepções desenvolvidas pelos ouvidos na pesquisa, elas são: mais velhos são pouco criativos (31%); têm baixa adaptabilidade às novas tecnologias (31%); e onerosos nos cursos da assistência médica e odontológica (30%). Já os jovens, são: comprometidos na realização do trabalho (89%); fidelidade à empresa (95%); e maior equilíbrio emocional para enfrentar essas situações em comparação aos mais velhos (88%). 

A pesquisa ainda aponta que, em relação aos dados de 2013, 88% das corporações não contam com campanhas específicas para a inserção de profissionais mais velhos em seus quadros. Outro dado também demonstra a relação aos respondentes, 62,86%, sendo eles com 46 anos ou mais de idade, e a maioria ocupam cargos de gestão, entre gerentes (39,29%), diretores (25,71%), sócios (12,14%) e vice-presidentes (3,57%).

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