Atenção multifocal é diferencial no mercado de trabalho

Conseguir realizar múltiplas atividades simultaneamente e sem perda de excelência é um pedido do mercado de trabalho e quem o possui vai se destacar

por Camilla de Assis qua, 02/08/2017 - 18:00
Freepik Atenção multifocal é um benefício dentro do mercado de trabalho Freepik

Como o próprio nome diz, atenção multifocal é a capacidade que uma pessoa tem de conseguir cumprir múltiplas tarefas de maneira simultânea e eficientemente. Uma habilidade que parece pitoresca, na verdade, pode ter funções muito importantes e ser um diferencial para alguém que busca se destacar no mercado de trabalho. Aproveite e confira aqui uma matéria sobre como se destacar nas reuniões corporativas.

Dar conta dos e-mails, dos papéis, dos textos, dos despachos, das ligações e de todas as outras tarefas que um funcionário deve fazer diariamente não é um afazer fácil. É preciso ter habilidade, tempo e atenção com todas as tarefas. Mas, com a correria do dia a dia, o ideal seria ser capaz de desempenhar diversas funções ao mesmo tempo. Por isso, muitas pessoas passam a desenvolver a habilidade de atenção multifocal. 

O que caracteriza alguém que tem atenção multifocal?

Ter o desenvolvimento da atenção multifocal só diferencia uma pessoa em seu cérebro, segundo a psicóloga e doutora em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento Maria da Soledade Rolim. “Em linhas gerais, esta pessoas possui maiores níveis de ativação funcional das área pré-frontal do cérebro (área dorsolateral do córtex pré-frontal) e possui mais facilidade da realização simultânea de atividades que demandem foco e cognição.”, explica.

Ou seja, ter um desenvolvimento da multifocalidade não significa que uma pessoa tem um cérebro mais desenvolvido ou qualquer tipo de vantagem específica. Quando o multifoco é exercitado e alcançado em alguém, “o cérebro apresentou uma neuroplasticidade específica e conseguiu se adaptar às exigências de realizar várias atividades ao mesmo tempo.”

Como desenvolver essa habilidade?

Atenção multifocal não é hereditário, portanto é uma habilidade adquirida. Entretanto, não se deve aplicar muito esforço para conseguir alcançá-la. O senso comum acredita que quanto mais intenso seja o “treinamento” cerebral, mais desenvolvido o órgão vai se tornar. “Os estudos científicos mostram o oposto, que o excesso de atividades simultâneas e fora de um contexto acaba gastando muita energia cerebral que poderia ser empregada de uma forma mais eficiente e o resultado é justamente o inverso, uma diminuição da produtividade.”, comenta Maria da Soledade Rolim.

Então, para potencializar o uso cerebral e conseguir desenvolver as habilidades multifocais, é mais eficiente praticar estímulos regulares, constantes e experiências novas que tirem as pessoas da zona de conforto. A exemplo disso, aprender um novo idioma, um ritmo de dança, aprender um itinerário diferente do GPS, ou seja, provocar desafios ao cérebro. Aproveite e saiba também como cuidar da sua memória em cinco passos.

Além disso, outras atividades simples também pode ajudar a pessoa a desenvolver as condições cerebrais. “Ler uma revista enquanto escuta uma música ou cozinhar enquanto conversa com alguém. Outra atividade benéfica para melhorar os níveis de concentração e atenção de forma geral é a meditação, que não necessariamente precisa estar vinculada à alguma religião; se a pessoa se concentrar em prestar atenção ao próprio ritmo respiratório (inspiração/expiração) ela já está fazendo uso de uma prática notadamente salutar para o cérebro”, indica a especialista.

Conteúdo publicado originalmente em www.univeritas.com.

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