WhatsApp: mais do que lazer, uma oportunidade de emprego

Cada vez mais empresas investem em funcionários que administram o WhatsApp institucional

por Camilla de Assis sex, 13/05/2016 - 16:19
Chico Peixoto/LeiaJáImagens Funcionários são contratados para atender clientes por meio do WhatsApp Chico Peixoto/LeiaJáImagens

Muito além do que um aplicativo de conversas, o WhatsApp pode se tornar um meio de ganhar dinheiro. Cada vez mais, as empresas contratam pessoas que, exclusivas para a função ou não, atuam como atendentes por meio do aplicativo. No cargo, os profissionais são pagos para responder perguntas de clientes ou até mesmo enviar boletins informativos aos moradores de determinado bairro.

Patrícia Oliveira é administradora e supervisora do Espaço Cliente do Shopping Recife, localizado na Zona Sul da cidade, e atua na interação com quem compra nas lojas do centro comercial, por meio do Espaço Cliente. “Além de passar informações sobre o horário de funcionamento do shopping e telefones das lojas do mall, nós atendemos os clientes presencialmente, esclarecendo dúvidas e recebendo suas sugestões”, explica a funcionária, em entrevista ao Portal LeiaJá.

Apesar de ser um aplicativo para conversas rápidas, muitas vezes informais, Patrícia explica que existem “modelos de respostas padrão para falar do horário de funcionamento do shopping e passar os contatos das lojas. Para as perguntas mais amplas, pedimos que o cliente telefone para o Espaço Cliente: (81) 3464-6464”.

Em média, o centro comercial recebe cerca de R$ 1,5 mil mensagens por mês. De acordo com a gerente de marketing do Shopping, Renata Cavalcanti, o serviço se foi implantado em março de 2014. “Nós acreditamos que as pessoas estão cada vez mais ligadas às diferentes tecnologias, independente da idade”, declara a gerente.

No shopping, quatro funcionários são dedicados ao Espaço Cliente e atuam em carga horária de seis horas diárias. A interação entre empresa e cliente por meio do WhastApp também ocorre com a Concessionária Rota do Atlântico. A administradora da rodovia que dá acesso ao Complexo Industrial de Suape e ao Litoral Sul também utiliza o aplicativo para auxiliar os motoristas.

Como explica a assessora de comunicação e marketing, Talita Vasques, os motoristas podem tirar dúvidas sobre o caminho ou até mesmo pedir ajuda em uma eventual pane no sistema do automóvel. “O motorista recebe respostas padrões ou é encaminhado a algum dos serviços da ouvidoria”, comenta. Por ser uma forma nova de comunicação, a Rota do Atlântico recebe cerca de dez mensagens diárias. Atualmente, são seis funcionários em operação, que trabalham em regime de escala. O serviço funciona 24 horas.

Segundo uma pesquisa divulgada em setembro de 2015, 900 milhões de pessoas já utilizam o WhatsApp como meio de comunicação. O resultado do levantamento foi divulgado pelo diretor do aplicativo, Jan Koum.

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Sem interação

Apesar de se tratar de um aplicativo de conversas, há profissionais que trabalham com WhatsApp e não interagem com o “cliente”. O bairro Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, usa o aplicativo como um canal de envio de boletins informativos, por meio do sistema "Como Vai, Paiva?".

Os moradores enviam uma mensagem uma única vez para o número, autorizando o recebimento de informações, e são adicionados como contatos do aplicativo. “Os moradores ficam sabendo de situações como uma eventual queda de energia no local, por exemplo”, afirma a gerente comercial e marketing da Reserva do Paiva, Carolina Tigre. Quem atua na função é a assistente de marketing do local.

Agir profissionalmente

A diretora da JBV Soluções em Recursos Humanos, Vanci Magalhães, explica que, por ser um aplicativo de conversas, muitas vezes informais, quem concorre a uma vaga não deve deixar a formalidade de lado. “Nunca devemos misturar assuntos pessoais com profissionais. Em aplicativos desta natureza também devemos agir da mesma forma, não misturando. Não podemos colocar mensagens sem muita relevância e nem fotos pessoais”, afirma. 

Vanci ainda explica que quem tiver interesse na vaga, deve se comportar como qualquer outro emprego. “O candidato deve comparecer munido de seu currículo e disposto a apresentar seu potencial profissional. Assim como nas demais seleções, deve se vestir formalmente, conhecer a empresa para qual se candidata, chegar com antecedência e procurar ser claro e assertivo nos questionamentos”, informa.

 

 

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