Nota da UPE defende governo de Dilma

Para a instituição de ensino, “o rompimento da ordem democrática poderá trazer graves consequências, não só para o campo político, mas para todas as esferas da sociedade civil”

por Nathan Santos qui, 17/03/2016 - 18:25

O Brasil vive hoje um de seus mais importantes momentos políticos em toda a história. A democracia, diante de tantos debates, é o principal foco das pessoas que se posicionam abertamente. Tanto é que uma instituição de ensino pública resolveu explicitar sua posição. Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), a Universidade de Pernambuco (UPE), em nome do reitor Pedro Falcão, se mostrou contra o rompimento da ordem democrática, o que se entende pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A UPE se classificou como “instituição autônoma e de responsabilidade social” e informou que não pode se omitir sobre os fatos ocorridos na nossa sociedade. Para a instituição de ensino, “o rompimento da ordem democrática poderá trazer graves consequências, não só para o campo político, mas para todas as esferas da sociedade civil”.

Confira a nota na íntegra:

Diante da crise na atual conjuntura política brasileira, notoriamente caracterizada por uma polarização de ideias e debates que têm dividido o País, a Universidade de Pernambuco, como instituição autônoma e de responsabilidade social, no seu papel de vanguarda na construção do conhecimento e na formação de pessoas, não pode se omitir sobre os fatos ocorridos em nossa sociedade.

Defendemos o Estado de Direito, a ética, a justiça para todos, o respeito às instituições e a ordem democrática. Reconhecemos os substantivos avanços no campo social que o País vivenciou, bem como o esforço para continuidade de políticas que diminuem as assimetrias regionais de uma nação historicamente desigual.

O rompimento da ordem democrática poderá trazer graves consequências, não só para o campo político, mas para todas as esferas da sociedade civil. Neste sentido, a Universidade de Pernambuco, reafirma seu compromisso com a Democracia e entende que a comunidade acadêmica deve buscar no debate o melhor entendimento sobre o Brasil de hoje.

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