Trabalhar no exterior sim, por que não?

Neste Dia do Trabalhador, o LeiaJá pincela alguns programas nos quais o candidato pode se aventurar e adquirir experiência no exetrior

por Alexandra Gappo | ter, 01/05/2012 - 10:29
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Foto: Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens Marina Mota, autora do livro “Intercâmbio de A a Z” Marina Mota, autora do livro “Intercâmbio de A a Z”

Incrementar o currículo com uma experiência no exterior e ainda aprender/aperfeiçoar um idioma está nos planos de vários jovens brasileiros, com idades entre 18 a 28 anos. Os programas de intercâmbio que oferecem a oportunidade de trabalho em outros países é um dos pacotes mais procurados nas grandes empresas do ramo. Além de vivenciar outras culturas, os jovens têm, ainda, a oportunidade de aperfeiçoar o idioma local, fazer novos amigos e conhecer de perto a vida dos habitantes do país.

A gerente de intercâmbio da Student Travel Bureau (STB) e autora do livro “Intercâmbio de A a Z”, Marina Mota, explica que para participar de qualquer programa de trabalho no exterior é necessário que o candidato seja universitário e que esteja cursando o curso superior, de no mínimo, quatro anos. “Ele não pode ter feito apenas seis meses do seu curso na faculdade e também não pode estar no último período para ingressar em um trabalho lá fora”, explica. A gerente ainda conta que essa é uma medida de segurança tomada pelos países para dificultar que o estudante se torne um possível imigrante. 

Quem procura esses pacotes deve sempre levar em consideração, não só o custo benefício, mas se o programa tem haver com o seu perfil. Marina conta que um dos mais procurados é o Au Pair, específicos para meninas que desejam estudar e ter um trabalho remunerado nos Estados Unidos, rota de muitos estudantes. A jovem que escolhe esse pacote ficará em casa de família, por no mínimo um ano, e participará de todas as atividades sociais e esportivas da casa enquanto cuida das crianças (com idades entre 03 meses e 12 anos). A gerente da STB frisa que “se você não tem paciência com criança, não vale a pena contratar esse pacote”.

 

Outra opção - Quem deseja tirar as férias de fim de ano para adquirir novas experiências pode optar por outro tipo de programa, como o Work Experience, dedicado à jovens com objetivo apenas de trabalhar. Nesse caso, os estudantes são contratados por um sponsor, um empregador do país de destino que se responsabiliza por enviar, em carta, uma oferta de trabalho para dar entrada no visto J1 work and travel, que permite ao estudante trabalhar nos Estados Unidos em posições operacionais, tais como camareiro, instrutor de ski, garçom, auxiliar de cozinha, hostess, assistente de vendas, caixa, etc.

De acordo com Marina, este é um programa para adultos mais independentes. “A carga horária lá é diferente da daqui, então ele não pode ir contando que irá passear muito ou terá aquele determinado final de semana de folga, já que eles trabalham com horas diárias e não semanais, como aqui no Brasil”, explica. 

Nesta modalidade, os estudantes se hospedam em albergues ou em casas de família, escolha que fica à critério do interessado. Há também empresas que oferecem moradia durante o programa, mas isso vai de acordo com cada emprego. 

O estudante de jornalismo Carlos Alberto Prado fez o Work Experience em 2010 e seu destino foi a pequena cidade de Jackson Hole, no oeste do estado de Wyoming, nos Estados Unidos. Carlos trabalhou em uma estação de ski durante três meses e afirma que foi uma das melhores experiências de sua vida. “Eu aprendi a conviver com pessoas muito diferentes de mim e em lugar totalmente diferente do Brasil, já que eu costumava pegar uma temperatura de menos 50 graus”, afirma.



Foto: Acervo Pessoal

Mesmo com tantas opções de destino, os Estados Unidos ainda lideram a lista de países mais procurados para trabalho. Isso porque a embaixada deles no Brasil permite que os universitários trabalhem naquele país por quatro meses no final do ano, entre novembro e março, meses da alta estação. O programa prevê ainda um mês livre depois do trabalho para o estudante conhecer o país e gastar o salário que ganhou com o emprego.

A intercambista e estudante de letras, Letícia Breda, já fez três vezes o programa de trabalho nos EUA e afirma que a recepção dos nativos é bem diferente quando você vai para trabalhar e não a passeio. “Encontramos preconceito em todo lugar. Por sermos latinos, muitos americanos olham torto, mas você não pode se deixar abater. Não me arrependo de ter ido e já estou planejando outro. É maravilhoso”, conta. 

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