Greve dos professores vai continuar

Paralisação dos docentes de universidades federais completa 100 dias nesta segunda-feira (27)

por Nathan Santos | seg, 27/08/2012 - 18:19
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Foto: Cleber Faustino/LeiaJáImagens Mais de R$ 123 mil já foram gastos pela Adufepe em prol da paralisação Mais de R$ 123 mil já foram gastos pela Adufepe em prol da paralisação

Em mais uma assembleia realizada pelos professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na tarde desta segunda-feira (27), os docentes decidiram pela continuidade da paralisação, que já dura 100 dias. A reunião foi promovida pela Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), na própria universidade, no bairro da Cidade Universitária, Recife. Foram 193 votos a favor da greve e 42 contra a paralisação, e houve três abstenções.

Na pauta da assembleia estava a avaliação da conjuntura de greve, bem como o seu rumo e o encaminhamento dos delegados para o Comando Nacional de Greve. Aproximadamente 300 professores participaram do ato, em que muito deles tiveram a oportunidade de opinar sobre a situação da categoria. A maioria falou em favor da paralisação, destacando que a proposta do Governo Federal - reajuste variável de 25% até 40%, com valores a serem pagos nos próximos três anos - não atende a principal reivindicação dos professores, que é a formação de um plano de carreira.

Os trabalhadores também destacaram durante a assembleia que o parcelamento do reajuste não possui garantia. De acordo com eles, os valores de aumento inclusos na Lei Orçamentária Anual (LOA) apenas valerão para o próximo ano. Os outros dois anos ficariam ameaçados, frisando que um deles terá o mandato de um novo governo.

Segundo informações do presidente da Adufepe, José Luís Simões (foto à direita), já foram gastos com as ações em prol da paralisação R$ 123.126,52. Entre as atividades estão divulgação, comunicação, custos de viagens dos delegados, serviços terceirizados, entre outros.

Dia 31

A data do dia 31 deste mês foi bastante discutida entre os professores. O Governo Federal indicou a data como o dia final para a definição dos gastos da União para o próximo ano, e, sendo assim, a proposta oferecida aos professores será mantida nos gastos do poder.

Todavia, os docentes criticaram intensamente a proposta e afirmaram que o Governo Federal poderá inserir novos valores após o dia 31, e que a greve continuará após da data.

Apoio da UFRPE

Um dos líderes do comando local de greve da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Hélio Cabral, esteve na assembleia e frisou que a UFRPE também se manterá forte na paralisação. De acordo com ele, nessa semana foram realizadas assembleias nas unidades de Garanhuns, Serra Talhada e no bairro de Dois Irmãos, no Recife. Em todos os encontros, foi decidida a manutenção da paralisação.

“Nossa luta não é apenas por carreira e melhores salários. Queremos também boas condições de trabalho e estrutura qualificada”, explicou Cabral. Para exemplificar a falta de condições de trabalho, o professor afirmou que todas as unidades da UFRPE estão com problemas. “Há unidade que tem curso de educação física apenas com oito professores. Não há como ter uma formação de qualidade nessa condição”, criticou o representante.

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